De acordo com o Decreto-Lei n.º 414/91, de 22 de Outubro, – que já foi alterado, mas não para esta questão – o engenheiro sanitarista é um profissional habilitado para aplicar os princípios da engenharia à prevenção, ao controlo e à gestão dos fatores ambientais que afetam a saúde e o bem-estar físico, mental e social do homem, bem como aos trabalhos e processos envolvidos na melhoria de qualidade do ambiente.

O ramo de engenharia sanitária, da carreira de técnico superior de saúde, desdobra-se em quatro categorias: (i) assistente; (ii) assistente principal; (iii) assessor; e (iv) assessor superior.

a) Fazer a apreciação de condições ambientais e a identificação dos fatores de risco, que nos domínios da água, ar, sol e habitação condicionam os estados de saúde da comunidade, em colaboração com outros profissionais de saúde, quando necessário;

b) Emitir pareceres sanitários;

c) Realizar inquéritos sanitários e outros estudos no domínio do ambiente;

d) Realizar inspeções e vistorias sanitárias;

e) Cooperar na elaboração de regulamentos sanitários e posturas municipais; (…)

No que diz respeito à categoria de assessor são atribuídas, além das funções já referidas para o assistente e assistente principal, as seguintes:

a) Organizar e coordenar programas de monitorização e vigilância dos fatores ambientais com incidência na saúde humana;

b) Planear as atividades constantes nos programas aprovados para o sector coordená-las e avaliá-las;

c) Participar no planejamento, coordenação e avaliação de programas de saúde ambiental;

d) Promover e colaborar com outros organismos oficiais no estabelecimento de indicadores e normas de qualidade relativas aos fatores ambientais com incidência na saúde humana e na elaboração de diplomas técnico-normativos no domínio da saúde ambiental, quer a nível nacional quer internacional;

e) Elaboração de metodologias apropriadas à avaliação da exeqüibilidade e do rendimento dos programas de controlo e das medidas tomadas com vista à proteção da saúde e do bem-estar do homem;

f) Cooperar em programas de investigação; (…)

A estas funções acrescem ainda as atribuídas ao assessor superior, que a seguir são referidas, caso este não exista ou, nas suas faltas e impedimentos, quando para tal designado.

Ao engenheiro sanitarista assessor superior são atribuídas, para além de todas as funções já mencionadas para as categorias em epígrafe, as seguintes:

a) Participar na definição das políticas de saúde ambiental nos diversos níveis nacional ou regional;

b) Planear, coordenar e avaliar programas de saúde ambiental;

c) Promover e participar na estruturação, atualização e organização dos serviços ou núcleos;

d) Participar no planejamento de programas de saúde ambiental levados a efeito por organismos oficiais, empresas públicas ou privadas;

e) Emitir pareceres técnico-científicos no âmbito da saúde ambiental; (…)

A estas acresce ainda mais algumas funções quando estes profissionais estão integrados em serviços de âmbito regional, que podem ser consultadas no Decreto-Lei n.º 414/91, de 22 de Outubro.

Sugiro ainda a leitura do documento “O Serviço de Engenharia Sanitária nos Serviços de Saúde”, que se encontra no micro sítio do Delegado Regional de Saúde, no sítio da Direcção-Geral de Saúde, e que já foi objeto de notícia no Jornal de Saúde Ambiental.

Fonte: saudeambiental.net

Decreto Nº 53.697, 13/03/1964

O desperdício de água vem chamando a atenção de todos. A própria Organização das Nações Unidas (ONU) já alerta para o fato de que está acabando a água do planeta adequada ao consumo humano.

Cabe ao Engenheiro Sanitarista gerenciar esse problema, na medida em que é o responsável pelo planejamento e pela construção das redes que fornecem água à população.

As ações deste profissional estão baseadas no conceito de desenvolvimento sustentável, no qual os recursos naturais são o suporte para o futuro do planeta.

Neste sentido, o Engenheiro Sanitarista tem sua atuação profissional compromissada com o equilíbrio entre desenvolvimento sócio-econômico e a manutenção das adequadas condições do Meio Ambiente.

O Engenheiro Sanitarista, bem como o ambiental, tem como principal função evitar a poluição e conseqüentemente, a degradação da natureza.

Para isso, ele atua em projetos como captação, tratamento e distribuição de água; gestão coleta e tratamento de efluentes líquidos e atmosféricos; coleta e tratamento de resíduos sólidos, urbanos e industriais; operação de sistemas de tratamento de águas de efluentes; avaliação de impactos ambientais; planejamento de recursos hídricos; manejo de bacias hidrográficas; drenagem urbana e rural; educação ambiental e controle da qualidade ambiental.

O mercado

O mercado de trabalho do Engenheiro Sanitarista é assegurado através da regulamentação do exercício profissional e, principalmente, pelo aumento da consciência da sociedade em relação aos problemas ambientais.

As administrações públicas municipais, estaduais e federais, as empresas de consultoria, as diversas indústrias, requerem cada vez mais profissionais com elevada competência técnica para o trato com as questões tecnológicas, de gerenciamento e planejamento nas áreas de Saneamento e Meio Ambiente.

Fonte: UFGNet; UFSC

O que é ser engenheiro sanitarista?

A engenharia sanitarista é a área que trata da exploração e do uso dos recursos hídricos. Os engenheiros sanitaristas são os profissionais responsáveis pelo diagnóstico, elaboração e coordenação de projetos de saneamento básico e de obras sanitárias. O trabalho desse profissional também envolve a fiscalização, a manutenção e ampliação de projetos que melhorem a qualidade de vida da população, como os de água, sistemas de tratamento, esgoto, drenagem e irrigação pluvial, limpeza urbana e de resíduos. O trabalho dos engenheiros sanitaristas é muito importante para as áreas social, de saúde e ecológica, pois além de visar o bem estar social, também é uma forma de prevenir doenças, sempre visando à preservação e diminuição dos danos ambientais, promovendo um desenvolvimento sustentável. Os engenheiros ambientais atuam promovendo o desenvolvimento sustentável.

Quais as características necessárias para ser um engenheiro sanitarista?

Para ser um engenheiro sanitarista, são necessários conhecimentos das áreas ambientais, de hidráulica, de hidrologia e outros conceitos que serão abordados no curso de formação. Além disso, outras características interessantes são:

Gosto pela natureza

Interesse por questões ambientais e sociais

Capacidade de organização

Capacidade de observação

Interesse pelas tecnologias e metodologias da área

Visão de projeto

Disciplina

Paciência

Responsabilidade

Método

Facilidade para expor situações

Qual a formação necessária para ser um engenheiro sanitarista?

Para ser um engenheiro sanitarista é necessário diploma do curso superior de Engenharia Sanitária e Ambiental, que tem a duração média de cinco anos. Esse curso tem por objetivo habilitar o profissional nas metodologias e tecnologias de projeto, diagnóstico, construção, manutenção e operação de sistemas ligados principalmente ao aproveitamento dos recursos hídricos e ao saneamento básico. Como em todas as engenharias, os primeiros dois anos de curso são voltados ao estudo de matérias básicas como matemática, física, química e biologia, e depois o ensino é voltado às matérias de sistemas hidráulicos, hidrologia, metodologias de tratamento de água, controle de poluição, geologia, topografia, qualidade da água, resíduos sólidos urbanos, entre outras que fazem parte da grade curricular do curso. Para exercer a profissão de engenheiro sanitarista é necessário registro no CREA - Conselho Regional de Engenharia Arquitetura e Agronomia.

Principais atividades

Diagnosticar problemas relacionados às redes de água e de esgoto e aos sistemas de saneamento

Analisar e orientar o uso dos recursos das bacias hidrográficas

Analisar a qualidade da água e diagnosticar problemas existentes, na tentativa de elaborar soluções ou métodos para atenuar os danos ambientais

Elaboração de projetos e obras hidráulicas que visam à melhoria da qualidade de vida da população

Fiscalização dos sistemas de tratamento de água existentes e elaboração de projetos de melhoria e ampliação

Fiscalização dos serviços de esgoto existentes e elaboração de projetos de melhorias e ampliação

Elaboração de projetos de preservação ambiental e controle da poluição, sempre buscando promover um desenvolvimento sustentável

Coordenação de projetos de saneamento básico

Construção de canais de irrigação e drenagem pluvial

Realização de projetos de limpeza urbana e de eliminação dos resíduos sólidos da melhor forma possível, visando sempre à preservação ambiental

Monitoramento dos projetos de saneamento básico, elaborando maneiras de estendê-lo, na tentativa de que ele atinja a maior parcela possível da população

Áreas de atuação e especialidades

Captação, tratamento e distribuição de água: nessa área, o profissional trabalha com a elaboração de projetos de captação dos recursos hídricos, com tecnologias e métodos de tratamento da água, além da fiscalização do tratamento e verificação da qualidade da água e de projetos de distribuição da água potável para a população, estabelecendo as melhores formas e métodos pata tal.

Gestão, coleta e tratamento de efluentes hídricos e atmosféricos: esta área analisa os danos ambientais, estuda os métodos de coleta e de tratamento de recursos hídricos contaminados ou poluídos, visando sempre à preservação do meio ambiente.

Coleta e tratamento de resíduos sólidos urbanos e industriais: área que estuda os métodos de coleta e tratamento de resíduos sólido, aplica tecnologias na tentativa de eliminar do meio ambiente a poluição gerada pela urbanização e industrialização de grandes cidades.

Operação de sistemas de tratamento de água e efluentes: área que é especializada em tecnologias de tratamento da água, pesquisando novos métodos e procurando evitar os danos ambientais

Avaliação de impactos ambientais: área responsável pela produção de relatórios de danos ambientais, procurar as causas e propor soluções para a minimização desses danos

Planejamento dos recursos hídricos: área responsável por planejar a utilização dos recursos hídricos e elaborar formas de economia de água e de preservação desse recurso

Manejo de bacias hidrográficas: área responsável por elaborar planos de exploração das bacias hidrográficas, sempre visando à preservação ambiental

Drenagem urbana e rural: responsável por planejar a drenagem da água em áreas urbanas e rurais

Educação ambiental: responsável por conscientizar a população da importância dos recursos hídricos e da necessidade de promover um desenvolvimento sustentável nesse setor

Mercado de trabalho

A necessidade de profissionais nessa área é sempre grande no Brasil, devido à precariedade dos sistemas de saneamento básico e de abastecimento de água potável. O mercado de trabalho é promissor, principalmente no setor público, pois a maioria desses serviços é de responsabilidade das prefeituras, secretarias estaduais e federais, além de órgãos de planejamento e controle ambiental.

Atualmente, também cresce o número de empresas privadas preocupadas com a situação do meio-ambiente e suas consequências a médio e longo prazo e com as pressões legais acerca da questão da poluição. Essas empresas caracterizam um novo mercado para o engenheiro sanitarista, que baseado em seus conhecimentos pode propor soluções para alguns desses problemas. As ONGs ligadas ao meio ambiente também empregam bastante na área sanitária.

Curiosidades

O patrono da engenharia sanitária no Brasil foi Francisco Saturnino de Brito (1864 - 1929), profissional que por muitos anos se dedicou à pesquisa no setor, e depois ao ensino, formando muitos profissionais de alto padrão. Seu invento mais conhecido que colaborou imensamente para a evolução da engenharia sanitária foi o tanque fluxível, utilizado no Brasil e em toda a Europa no séc. XX, só abandonado na década de 70, quando foi substituído pelo cálculo das redes de esgoto baseado na tensão tratativa. Saturnino escreveu diversas obras técnicas, que foram estudadas na França, Inglaterra e nos Estados Unidos.

Fonte: www.brasilprofissoes.com.br

O que faz o Engenheiro Sanitarista

Elabora, executa e dirige projetos de engenharia civil relativo às obras e instalações destinadas ao saneamento básico.

Estuda as condições requeridas para o funcionamento das instalações de redes de filtragem e distribuição de água potável, sistemas de esgotos, de drenagem e outras construções de saneamento.

Projeta, dirige e fiscaliza a execução de instalações de sistemas de abastecimento de água, incluindo captação, adução, reserva, distribuição e tratamento de água.

Projeta, organiza e dirige planos de controle de poluição de águas naturais e de poluição atmosférica, o controle de insetos, roedores e outros agentes biológicos transmissores de doenças.

Estuda, projeta, organiza e dirige instalações prediais de água, esgoto e lixo, limpeza pública, coleta, transporte e destino final do lixo.

Cuida da higiene, conforto e segurança nos locais de habitação, trabalho, recreação, transportes públicos, higiene dos alimentos desde as fontes de produção até a distribuição ao consumidor.

Efetua projetos de irrigação de drenagem.

Acompanha a construção, montagem, funcionamento, manutenção e reparo de instalações e equipamentos sanitários.

Presta assessoria a departamentos de saúde pública e outras unidades sanitárias com relação a problemas de higiene.

Realiza inspeção sanitária nos meios urbanos e rurais.

Fonte: www.perfilvocacional.com.br

 

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