A preservação da democracia é o fato político que domina hoje a sociedade brasileira. Por isso, a intervenção federal no Rio de Janeiro é questão vital no debate político. E o Clube de Engenharia, comprometido historicamente com a democracia, tem o dever de se posicionar. A intervenção é, sim, uma ação legal, já que o Rio sofre, desde há muito, um colapso institucional, em especial nos Poderes Executivo e Legislativo, caracterizando uma situação de autêntica anomia. No entanto, o pretexto utilizado para se promover a intervenção é inaceitável.

Isto porque, se a sensação de insegurança da população é real, a cidade não está entre as mais violentas do país. É apenas a 16ª no ranking da violência. A diferença é que está aqui no Rio parte considerável da mídia nacional; aqui está a maior concentração de tropas do país; aqui está a caixa de ressonância da opinião pública brasileira.

A intervenção afronta a Constituição Federal, pois considera o cargo de interventor como de natureza militar, e ela é de natureza civil, apenas para permitir que o Comandante Militar do Leste possa assumir o papel de interventor sem deixar o comando que exerce.

Entretanto, neste cenário, de extrema gravidade, não podemos colocar a sociedade contra os militares. O comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, tem reiterado o compromisso das Forças Armadas com a democracia. Não devemos aceitar a provocação de confrontar civis e militares. Não é o que interessa à sociedade brasileira.

O Clube de Engenharia se empenha em cerrar fileiras com todas as forças que se disponham a preservar o processo democrático, independentemente de suas convicções políticas, partidárias e ideológicas, para que em eleições livres e diretas, em outubro próximo, se definam os rumos do País.

A Diretoria

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