Braço do Clube de Engenharia nas universidades já chega em outras regiões do estado

A Secretaria de Apoio ao Estudante de Engenharia (SAE) segue um ritmo de crescimento. De um pequeno grupo em 2016, alunos majoritariamente de universidades públicas, o Clube de Engenharia, através da SAE, se tornou o ponto de encontro de estudantes de todas as modalidades de ensino, da zona oeste à zona sul do Rio de Janeiro, e agora em expansão, com braços no sul do estado, Região Serrana, Região dos Lagos, Baixada Fluminense e Niterói.

Universidades particulares e públicas do Rio de Janeiro são participantes ativas no Clube de Engenharia através da SAE, que nos últimos meses viu seu trabalho envolver mais sete cidades. Existem, hoje, núcleos ou representantes filiados ao Clube de Engenharia através da SAE na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) de Resende; na Universidade Federal Fluminense (UFF) de Volta Redonda; no CEFET de Nova Friburgo; na Estácio de Petrópolis; no CEFET e no Instituto Federal Fluminense (IFF) de Macaé; na Estácio de Nova Iguaçu; e na Universidade Federal Fluminense (UFF), Universidade Veiga de Almeida (UVA) e Universidade Cândido Mendes (UCAM), em Niterói. Esse fenômeno permite não só a atuação do Clube fora da cidade do Rio de Janeiro, com palestras, visitas técnicas e outras atividades, como também a integração dos graduandos das Engenharias do estado.

“A expansão para fora do município é natural”, afirma o coordenador da secretaria, conselheiro Stelberto Porto Soares, “assim como se expandiu das universidades públicas, no início do processo, para hoje abranger também as universidades privadas”. Para ele, o principal objetivo é a continuidade: os membros estudantes assíduos no Clube já começam a participar das Divisões Técnicas Especializadas (DTEs), e assim como são feitas reuniões com uso de aplicativos de comunicação em vídeo ou ligação para conectar quem está distante, também as DTEs caminharão na mesma direção. “Vamos ter que usar cada vez mais os meios eletrônicos para poder integrar. O que estamos fazendo é abrir o Clube para eles, contando com as DTEs para a contribuição dos jovens profissionais e novas tecnologias.”

No Instituto Federal Fluminense (IFF) de Macaé, foram as palestras e as visitas técnicas que abriram os trabalhos conjuntos. Logo nas primeiras conversas com o secretário executivo da SAE, Luiz Fernando Taranto, os estudantes comentaram sobre a semana acadêmica que organizavam e o resultado foi, via SAE, incluir na programação uma palestra do geólogo Guilherme Estrella. Entre outros objetivos, querem dialogar com outras instituições e criar as bases para fundar um grupo de robótica no IFF. “A parceria com o Clube é muito rica para o curso e os estudantes só têm a somar”, concluiu Victor Magno, estudante de Engenharia de Controle e Automação e membro do Centro Acadêmico InformAção.

Angelo Teixeira, estudante de Engenharia de Produção na UFF de Volta Redonda. Foto: arquivo pessoal

Angelo Teixeira, estudante de Engenharia de Produção na UFF de Volta Redonda, é diretor de gestão de projetos no Diretório Acadêmico Dezessete de Julho (DADJ), que representa cerca de 400 alunos de Engenharia de Produção.

“O Clube de Engenharia cumpre o papel de suprir a escassez de atividades práticas no curso, como a oportunidade que tivemos, via SAE, de conhecer as usinas nucleares em Angra e a já programada visita à CEDAE. A próxima atividade de contato do Clube com o corpo discente em geral está prevista para final de maio, no Circuito Acadêmico que o DADJ organiza. Sem contar que o Clube ainda soma em seu caráter político, condizente com os objetivos do diretório: tentamos construir debates e conversas sobre quadros políticos atuais a fim de conscientizar os alunos da Engenharia. Essa união para nós, com certeza, vai ser enriquecedora, e vai nos trazer mais conhecimento na visão política da engenharia”.

Marcelo Júnior Machado, estudante de Engenharia Elétrica no CEFET de Nova Friburgo.
Foto: arquivo pessoal

Marcelo Júnior Machado, presidente do Diretório Acadêmico de Engenharia Elétrica (DAEL) no CEFET de Nova Friburgo
“A parceria com o Clube de Engenharia, firmada já no primeiro ano de exercício do DAEL, em 2017, traz uma oportunidade primordial para os 240 alunos de Engenharia Elétrica do CEFET. Em pouco tempo de contato, a instituição na região serrana já sediou palestra do presidente do Clube, Pedro Celestino, sobre ‘Engenharia Nacional nos dias atuais’. Os futuros engenheiros do CEFET também tiveram a oportunidade de visitar a Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto (CNAAA), em Angra dos Reis, viagem que ficou marcada por parte dos alunos, pelo  conhecimento produzido. O Clube aproximou os alunos de engenharia do seu ofício, do ‘ser engenheiro’, e também os enriqueceu no exercício prático da função de engenheiro eletricista, por meio das visitas técnicas  organizadas pela instituição”.

Vanessa Alves, estudante de Engenharia Civil na Estácio Nova Iguaçu. Foto: arquivo pessoal

Vanessa Alves, discente de Engenharia Civil na Estácio Nova Iguaçu, participa do Comitê de Eventos de Engenharia Unidade Nova Iguaçu (CEENI) na universidade.

“O intercâmbio que a SAE promove entre tantas instituições e localidades só traz benefícios. Existe carência no ambiente universitário do contato direto com os conteúdos típicos de palestras e debates que acontecem no Clube. Com essa parceria conseguimos trazer uma realidade bem atual para dentro da universidade. O foco hoje é o Encontro Fluminense de Estudantes de Engenharia (2º EFEENG) e nossa mobilização vai além da Estácio. Envolve tanto as universidades públicas quanto as particulares, e diversos cursos de várias regiões, com um resultado muito positivo no que se refere à interdisciplinaridade e o conhecimento de distintas realidades”.

André Ribeiro, estudante de Engenharia Civil na Estácio de Sá de Petrópolis. Foto: arquivo pessoal

André Ribeiro, estudante do quinto período de Engenharia Civil, na Estácio de Sá de Petrópolis

“Construir a ponte do diálogo dos estudantes com a Engenharia Civil, articulando as atividades da universidade com o Clube na instituição, como a palestra do presidente do Clube, Pedro Celestino, ao participar das atividades de início de período na Estácio, falando sobre a engenharia na história do Brasil. Na faculdade nós aprendemos mais questões teóricas da profissão. A prática é uma experiência que nós só vamos ter aprendendo com outros, e no Clube só tem gente com muito conhecimento. A disposição de passar esse conhecimento para o aluno é algo muito importante”, afirmou André Ribeiro.

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