Problema antigo do Rio de Janeiro, o acesso à Barra da Tijuca, tanto pela Zona Norte quanto pela Zona Sul, sempre foi um gargalo a ser resolvido. No contexto dos Jogos Olímpicos – que teve a maior parte de suas atividades na Zona Oeste da cidade –, a prefeitura contratou através da Fundação Geo-Rio, a duplicação do Elevado do Joá. Com exatos R$ 457 milhões (não houve aditivos), era necessário tratar em 21 meses os túneis existentes, construir os túneis Joá II e Pepino II, o novo viaduto em São Conrado, o novo Elevado das Bandeiras, a Ponte da Joatinga, uma ciclovia, um mirante e um deck, além da iluminação pública, alargamento das vias existentes e a urbanização do trecho.

Mais que uma obra, só a duplicação do viaduto do Joá representou um conjunto de desafios que só foram vencidos graças à engenharia nacional.  As obras, suas dificuldades e peculiaridades foram apresentadas no Clube de Engenharia, dia 06 de junho, no painel “Apresentação da obra do novo elevado do Joá”, por executivos da construtora Odebrecht e representantes de consultorias que participaram da empreitada.

Organizado pela divisão técnica especializada de Construção (DCO), o evento contou com as exposições de Bernardo Golebiowski, da Sociedade de Estudos e Projetos de Engenharia (SEPE); Claudio Watanabe (Enescil); Engenheiro Jean Pierre Ciriades (AJRS Engenharia); Wagner Viana – Responsável da Qualidade (Odebrecht Engenharia e Construção) e Rogério Dourado – Gerente de Contrato do Empreendimento (Odebrecht Engenharia e Construção).

Com gráficos e planilhas, os engenheiros trataram de todos os temas envolvidos na obra. Próxima ao mar, entre um paredão rochoso, perto de uma área residencial e ao lado de uma via que não podia ser fechada, a obra foi minuciosamente planejada e teve que seguir especificações de diversos tipos, tais como uma licença ambiental rigorosa e o acompanhamento constante do Ministério do Trabalho. O barulho também foi uma preocupação permanente. “Para manter o cronograma, tínhamos três frentes de escavação em um dos túneis. Toda detonação era feita com todos os cuidados e o ruído causado era monitorado”, explicou o diretor de contrato da empreiteira, Rogério Dourado. Jean Pierre Ciríades, responsável pelos túneis, lembrou que “as detonações não puderam prosseguir até o final da obra e tivemos que adotar o uso de corte a frio com fio diamantado, que tem um custo bem mais elevado”.

 

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