A energia solar fotovoltaica é, internacionalmente, uma fonte de energia em expansão, tornando-se cada vez mais eficiente e acessível. Mostrar a relevância dessa energia renovável no mundo e no Brasil e sua perspectiva para o futuro foi o objetivo da palestra “Energia Solar Fotovoltaica: diagnóstico e perspectivas”, do engenheiro eletricista Gabriel Konzen, mestre em Energia e especialista da Empresa de Pesquisa Energética (EPE). O evento, realizado em 20 de junho, teve promoção da Diretoria de Atividades Técnicas (DAT) e Divisão Técnica de Engenharia do Ambiente (DEA), e contou com apoio das divisões técnicas de Recursos Hídricos e Saneamento (DRHS), Ciência e Tecnologia (DCTEC), Recursos Naturais Renováveis (DRNR), Engenharia Econômica (DEC) e Engenharia Química (DTEQ).

Segundo números apresentados por Konzen, a energia solar fotovoltaica segue tendência de crescimento. Estudo da Bloomberg New Energy Finance, agência de pesquisa do ramo de energia, mostrou que, em 2050, a geração fotovoltaica corresponderá a 33% da matriz elétrica mundial. O que se verifica já nos dias atuais é que os investimentos nessa fonte são crescentes, ao mesmo tempo em que se estagnou o mercado dos combustíveis fósseis. No ano de 2016, foi a fonte de energia com a maior capacidade instalada. “Em termos de investimento, a fotovoltaica está sendo a principal no nível mundial”, resumiu o engenheiro.

Brasil: ambiente favorável
No Brasil não é diferente. A fonte vem ganhando espaço tanto na geração centralizada como na geração distribuída. Desde 2014 a fotovoltaica participa dos leilões de energia, tendo se destacado, junto à energia eólica, fazendo frente às hidrelétricas, cujos investimentos estão em queda. No último leilão, o preço da energia solar foi de aproximadamente 35 dólares por MWh, sendo a segunda mais barata, atrás da eólica.

Alguns fatores levaram à redução do preço da energia solar no país. Um deles é a inovação tecnológica e o próprio acesso aos equipamentos: os “seguidores solares”, sistema no qual as placas fotovoltaicas seguem o movimento do sol, aumentou a produtividade dos parques solares, reduzindo o preço da energia. Além disso, a cadeia industrial no território nacional só cresce: numerosas empresas se instalaram no Brasil para produzir e comercializar equipamentos, e quase todo o processo de fabricação é feito nacionalmente. Os módulos fotovoltaicos ainda contam com isenção de ICMS.

Outro fator de destaque é a regulação da geração distribuída, o que criou no Brasil um ambiente “extremamente favorável”, segundo Gabriel Konzen. O Brasil tem, hoje, 30.500 sistemas fotovoltaicos instalados, gerando uma potência de 284 MW. Desde 2012, a ANEEL possibilita aos consumidores o uso da energia solar associada à rede da distribuidora, com geração de créditos, e coloca a energia gerada pelo consumidor em valor pareado com o da energia da rede. A modalidade se aplica a geradores de até 5MW. É possível ainda fazer a geração em outra propriedade, contanto que seja do mesmo dono e ligada à mesma empresa distribuidora, e assim obter créditos de energia remotamente. O custo relativamente alto de um sistema fotovoltaico ainda pode ser compartilhado: no modelo de cooperativa, o parque é construído e os créditos são distribuídos entre os moradores participantes. A fotovoltaica conta, assim, com diversos modelos de negócio.

Acesse a apresentação de Gabriel Konzen aqui e saiba mais assistindo à palestra completa aqui.

Receba nossos informes!

Cadastre seu e-mail para receber nossos informes eletrônicos.

O Clube de Engenharia não envia mensagens não solicitadas.
Skip to content