Grupo de foguetes da UERJ conquista 3º lugar em competição internacional

O foguete Atom foi lançado em 21 de junho na principal competição de minifoguetes do mundo. Foto: GFRJ.

Com pouco mais de dois anos de idade, o Grupo de Foguetes do Rio de Janeiro (GFRJ), da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), vem alcançando grandes conquistas. O grupo conquistou o terceiro lugar em uma das categorias da principal competição internacional da área, a Spaceport America Cup, realizada em junho no estado de Novo México, no sudoeste dos Estados Unidos. O foguete Atom, desenvolvido pelo grupo exclusivamente para a competição e custeado por patrocinadores e financiamento coletivo, competiu na categoria 10k SRAD Solid Motors, dedicada a foguetes de motor sólido com apogeu de 10 mil pés, pouco mais de 3 quilômetros de altitude.

Em abril, o grupo foi consagrado campeão nacional no V Festival Brasileiro de Minifoguetes, o que motivou a participação na competição internacional. Seis estudantes e o professor João Batista Canalle, do Instituto de Física da UERJ, foram os responsáveis por toda a preparação do lançamento, concorrendo com quase 100 outras equipes. Antes da viagem, o GFRJ tinha testado o motor do foguete na Unidade Zona Oeste do Clube de Engenharia, comprovando que tinha o potencial de lançar o dispositivo na altura desejada.

O foguete Atom foi lançado no dia 21 de junho, chegando à altura de 2.370 metros e conquistando o terceiro lugar na categoria, poucos pontos abaixo do segundo colocado. No ar, o foguete ejetou seus dois paraquedas ao mesmo tempo, fazendo com que as cordas de um deles se rompessem. Mesmo assim, foi possível recuperá-lo próximo da torre de lançamento. De todas as categorias do campeonato, entre 99 grupos participantes, o GFRJ ficou em 21º lugar.

Para o professor Canalle, a chegada à competição norte-americana é um sinal do sucesso de um grupo de extensão multidisciplinar, com estudantes de diversas engenharias e outros cursos, como Física e Pedagogia, e ainda com planos de agregar mais pessoas. É, de certa forma, uma amostra de como realmente é trabalhar numa empresa. “Eles perceberam que todo o aparato teórico que adquiriram em suas diversas disciplinas tornaram-se prática ao construir o foguete, constatando que nem sempre a teoria é tão facilmente aplicável”, afirmou. Nesta viagem de 21 dias, os estudantes puderam amadurecer tanto profissionalmente, aprendendo mais sobre o lançamento de foguetes com as observações feitas pelos juízes da competição, como pessoalmente, ao formarem uma pequena família, nas palavras do professor.

João Batista Canalle também é coordenador nacional da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica e foi, na Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ), “Cientista do Nosso Estado” (bolsas que se destinam a apoiar, por meio de concorrência, projetos coordenados por pesquisadores de reconhecida liderança em sua área).

Wallace Ramos, estudante de Engenharia Mecânica e presidente do GFRJ, destacou o aprendizado da equipe com outros grupos de foguete do mundo e a possibilidade de voltar demonstrando que é possível alcançar grandes sonhos.

“O maior legado da nossa participação foi democratizar o acesso a uma competição tão complexa, na qual o Brasil não costuma se ver como expoente. Ao mesmo tempo, o resultado é histórico porque os competidores eram muito bons. Mesmo não ganhando, completamos todas as etapas do processo até chegar na competição. Isso cria uma esperança para os estudantes da UERJ de que são capazes de sonhar mais alto. É muito mais do que um mero título. Fica um lado jovem de competir e um lado mais profissional de conquistar coisas mais duradouras, valores de trabalho”, comemorou Wallace Ramos.

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