Marcella Aguiar e Felipe Rochefeller, presidenta e futuro presidente da RioJunior. Foto: Fernando Alvim

Foi firmado o compromisso de união de instituições locais e nacionais no projeto “A engenharia na construção de um Rio empreendedor”

Duas entidades que comungam do mesmo interesse pelo desenvolvimento nacional, o Clube de Engenharia e a Federação das Empresas Juniores do Estado do Rio de Janeiro (RioJunior), firmaram uma parceria em prol do empreendedorismo no estado. O protocolo de intenções foi assinado em 3 de dezembro, na sede social do Clube, pelo presidente Pedro Celestino, o diretor de atividades técnicas Fernando Tourinho e os representantes da RioJunior, Marcella Aguiar, atual presidente, e Felipe Rochefeller, que vai assumir o cargo em 2019. A data foi marcada por uma cerimônia no auditório do 22º andar, com a presença de representantes de instituições de ensino e das divisões técnicas especializadas (DTEs) do Clube.

“Nós temos aqui uma massa crítica importante que tem que ser mobilizada para a recuperação do Rio de Janeiro. Esse projeto visa a integrar a juventude nesse esforço feito pelas instituições acadêmicas e pelas entidades de representação da engenharia, com a finalidade de levar a juventude a ter perspectiva de dias melhores, saindo do atoleiro em que se encontra a nossa profissão”, afirmou Pedro Celestino na abertura da cerimônia.

Pedro Celestino e Fernando Tourinho fizeram a abertura do evento. Foto: Fernando Alvim

O cenário e as perspectivas das empresas juniores no país foram expostos por Marcella Aguiar e Felipe Rochefeller. Segundo eles, temos no Brasil mais de 700 empresas nessa modalidade, 27 federações estaduais e mais de 20 mil universitários participando. “É quando o universitário pode aplicar o conhecimento adquirido em sala de aula, realizando projetos e fazendo serviços para empreendedores e empresas”, esclareceu Rochefeller.  Para ele, o movimento de empresa júnior (MEJ) acontece sobre três pilares: projeto, cultura empreendedora e gestão. Trata-se de superar desafios, inspirar mais pessoas com os valores do movimento, impactar os empreendedores que contratam os serviços, alcançar metas e superar-se ano após ano. Eles também mostraram que o movimento não forma empreendedores apenas para a inciativa privada: os profissionais também vão para instituições públicas e terceiro setor em geral.

Em 2017, a RioJunior foi capaz de abranger 1800 empresários juniores no estado do Rio, em 42 empresas juniores federadas, de 14 universidades, faturando no total 2,3 milhões de reais com mais de 1100 projetos realizados. Segundo Marcella, em 2018 a previsão é de faturar 4 milhões de reais com os numerosos projetos em curso, e alcançar a meta de 60 empresas juniores federadas. Felipe Rochefeller comentou a parceria com o Clube: “É um momento crucial por estarmos nos aproximando de uma organização que acredita no potencial das pessoas que fazem parte desse movimento e do serviço que nós oferecemos”.

Marcella Aguiar e Felipe Rochefeller apresentaram perspectivas futuras para jovens e a importância do empreendedorismo. Foto: Fernando Alvim

Outro estudante a marcar presença no evento foi Saulo Costa, diretor do IME Júnior, empresa júnior do Instituto Militar de Engenharia (IME), que reafirmou a importância da empresa júnior e de outras atividades de extensão em complementar a formação do engenheiro, para além da sala de aula.

A importância do empreendedorismo na resolução dos problemas nacionais foi tema da intervenção do diretor de Atividades Técnicas, Fernando Tourinho: “O Brasil só vai se desenvolver se tiver empreendedorismo. Temos um país com milhões de oportunidades: precisamos fazer mais portos, ferrovias, hospitais”. Na cerimônia, os participantes ainda foram convidados por chefes e outros membros de DTEs a participarem das divisões técnicas de Ciência e Tecnologia (DCTEC), Manutenção (DMA), Recursos Minerais (DRM) e Exercício Profissional (DEP). O coordenador da Secretaria de Apoio ao Estudante de Engenharia (SAE), Stelberto Soares, vê o compromisso firmado como mais um passo na abertura da entidade às gerações mais novas: “O que nós estamos fazendo é abrir o Clube de Engenharia, e este convênio é importante para abrir o Clube para os jovens”.

Marcella Aguiar, Fernando Tourinho e Felipe Rochefeller assinam documento de cooperação entre as entidades. Foto: Fernando Alvim

A cerimônia ainda contou com representantes de instituições de educação. Luiz Carlos de Oliveira Lima, vice-reitor da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), que atualmente coordena os assuntos de tecnologia e inovação da universidade, comentou algumas ações que a Rural vem trabalhando para fomentar o empreendedorismo e a inovação entre os alunos, como criar uma agência de inovação e um parque tecnológico. Segundo Oliveira, a ideia é ter uma abordagem multidisciplinar, incluir estudantes da pós-graduação, graduação e do colégio técnico, e abranger os três campus da UFRRJ. Edilberto Strauss, diretor adjunto de Desenvolvimento e Extensão da Escola Politécnica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), parabenizou os organizadores pela iniciativa e falou da luta que a UFRJ trava pelo reconhecimento da participação do estudante em empresa júnior como atividade de extensão. “Os jovens precisam disso e nós precisamos dessa juventude”, afirmou. Para o professor Edson Watanabe, diretor da Coppe/UFRJ, é preciso desenvolver melhor nos estudantes visão de inovação e empreendedorismo. “Nós precisamos de outro tipo de cabeça. Nós fazemos muito bem ciência, publicamos, mas não fazemos a segunda parte que é de transformar esses conhecimentos em produtos”.

 

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