Cine Vídeo: programação gratuita com cinema nacional e internacional de qualidade

Tim Robbins (à esquerda) e Morgan Freeman no filme Um Sonho de Liberdade. Fonte: Portal Zinema.

Nossos sócios e demais frequentadores do Clube de Engenharia, em especial os que amam cinema, têm a oportunidade de uma vez por semana assistir gratuitamente à exibição de filmes promovidos pela Diretoria de Atividades Culturais. O projeto Cine Vídeo tem a cada mês uma programação temática, e sessões sempre às terças-feiras, às 17h, na sala de cinema do 19º andar, na sede social. Em fevereiro de 2019 o tema central dos filmes será Justiça Social, com obras cuidadosamente selecionadas pelo diretor Cesar Drucker e a supervisora de Eventos Denise Dumar. Serão exibidos Doze Homens e Uma Sentença; Um Sonho de Liberdade; A Qualquer Preço; e O Sol é Para Todos.

São 17 anos de cinema gratuito. A “sala de cine e vídeo” foi inaugurada no 19º andar em 23 de agosto de 2001 pelo então presidente Renato Almeida. A estreia aconteceu cinco dias depois, com a exibição do filme O Auto da Compadecida, de Guel Arraes, lançado em 2000. O responsável pela primeira programação, com oito filmes, foi o então diretor de atividades sociais, hoje conselheiro, José Stelberto Soares. Nos primeiros anos foram exibidos filmes às terças e quintas-feiras às 17h30, desde o início com entrada franca. A sala voltada para a exibição de filmes foi oficializada somente em 2009, pelo diretor cultural e conselheiro Alcides Lyra Lopes, recebendo o nome de Sala Leon Hirszman, em homenagem ao cineasta brasileiro que se formou em Engenharia e é diretor do filme “Eles não usam black-tie” de 1981.

O projeto nasceu como uma iniciativa da então Diretoria de Atividades Culturais e Cívicas, mantendo desde então como marca a garantia dos direitos autorais. Para isso o Clube de Engenharia trabalha com representantes dos produtores cinematográficos de forma a exibir os filmes respeitando a propriedade intelectual de seus realizadores. “Nós temos a consciência profissional de que os direitos autorais desses filmes são sempre resguardados e pagos”, afirma Cesar Drucker.

Valorização do cinema nacional

A programação temática vem desde meados de 2017, quando os filmes apresentados passaram a ter em seus roteiros algo em comum. Segundo Drucker, pode ser uma data comemorativa, um fato histórico, uma homenagem a um diretor ou artista específico ou ainda ter relação com um fato que venha mobilizando o público do Clube. Feriados nacionais e estaduais, assim como datas do calendário da ONU, têm destaque. Ainda, dentro das escolhas, existe a proposta de valorizar o cinema nacional, exibindo obras de autores e diretores brasileiros de diferentes épocas. “A nossa preocupação é proporcionar sempre aos sócios filmes de qualidade, aqueles que se destacaram pelo desempenho dos atores, pela genialidade dos diretores, pela competência dos fotógrafos, e por prêmios recebidos em festivais internacionais”, destaca Drucker.

O diretor de Atividades Culturais se orgulha de três exibições específicas do Cine Vídeo, quando filmes diretamente ligados à memória nacional e à Engenharia e Arquitetura foram seguidos de debates com seus realizadores ou especialistas. Foi o caso de Crônica da Demolição, documentário de Eduardo Ades a respeito do Palácio Monroe, demolido em 1976. A obra foi exibida no Clube dias antes de entrar em circuito comercial, em 2017, e o evento contou com as presenças, para debate, do diretor e do historiador Daniel Levy Alvarenga. Também em 2017 foi exibido o documentário Os Irmãos Roberto, de Ivana Mendes e Tiago Arakilian, que trata da vida e obra dos irmãos arquitetos Marcelo, Milton e Maurício Roberto. Marcaram presença no debate após o filme os arquitetos João Calafate, estudioso e admirador do trio, e Marcio Roberto, filho de Maurício Roberto. É uma sequência que se iniciou em 2015, com a exibição de Flores Raras, que conta a história de Lota de Macedo Soares, arquiteta que participou da criação do Parque do Flamengo e foi responsável por seu tombamento. Esta sessão do Cine Vídeo fez parte de um evento de comemoração do cinquentenário do parque.

Espaço plural e democrático
Outro critério utilizado pela Diretoria para a escolha dos filmes é o de reunir diferentes públicos, desde os mais jovens, incluindo estudantes que frequentam o Clube, aos mais experientes, sócios veteranos e amigos da Casa. Filmes de época e lançamentos constam da mesma programação. “A ideia é atingir um público bem abrangente”, afirma Denise Dumar. A seleção, por exemplo, do tema Justiça Social para as exibições de fevereiro nasceu da data oficialmente estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU), do Dia Mundial da Justiça Social em 20 de fevereiro. Da mesma forma, a comemoração em 22 de março do Dia Mundial da Água definiu que a água será o tema do mês. Segundo Cesar Drucker, existe um norte para a seleção dos filmes: “O segredo do sucesso é o binômio qualidade e atualidade”.

Os associados podem se manter atualizados a respeito da programação do Cine Vídeo de diversas formas: através de e-mail enviado semanalmente pelo Atendimento do Clube com a programação de eventos, pelo painel eletrônico no térreo da sede social, que divulga os filmes programados e demais eventos da instituição, e pelo calendário de eventos no portal. A programação do Cine Vídeo enviada por e-mail, nos meses de janeiro e fevereiro, também contém recomendação dos melhores filmes em cartaz nas salas comerciais de cinema que foram lançados no ano de 2018. É uma atividade de curadoria que a Diretoria Cultural faz na véspera de grandes premiações como o Oscar.

Cultura, lazer e trabalho

Além do Cine Vídeo, o Clube de Engenharia oferece outras atividades e espaços de livre acesso. No 19º andar, o mesmo da sala de cinema, há uma sala de estar com jornais e uma mesa de sinuca e ainda uma sala preparada para jogos de xadrez, com tabuleiro, peças e relógio. Para os associados que precisam trabalhar no centro da cidade há um escritório compartilhado, com computadores, também disponível para reuniões, desde que agendado previamente. Além disso, há no 22º andar a Biblioteca do Clube, com vasto material sobre engenharia, arquitetura e outros temas em livros, periódicos, revistas e DVDs, com uma centena de filmes nacionais disponíveis.

Serviço – filmes de fevereiro

Doze homens e uma sentença – 05 de fevereiro

De Sidney Lumet, 1957

Sinopse: Um jovem porto-riquenho é acusado do brutal crime de ter matado o próprio pai. Quando ele vai a julgamento, doze jurados se reúnem para decidir a sentença, levando em conta que o réu deve ser considerado inocente até que se prove o contrário. Onze dos jurados têm plena certeza de que ele é culpado, e votam pela condenação, mas um jurado acha que é melhor investigar mais para que a sentença seja correta.

 

Um sonho de liberdade – 12 de fevereiro

De Frank Darabont, 1995

Sinopse: Em 1946, Andy Dufresne (Tim Robbins), um jovem e bem sucedido banqueiro, tem a sua vida radicalmente modificada ao ser condenado por um crime que nunca cometeu, o homicídio de sua esposa e do amante dela. Ele é mandado para uma prisão que é o pesadelo de qualquer detento, a Penitenciária Estadual de Shawshank, no Maine.

 

A qualquer preço – 19 de fevereiro

De Steven Zaillian, 2018

Sinopse: Jan Schlittman (John Travolta) é um advogado que, junto com seus sócios, não procura vencer causas mas sim entrar em lucrativos acordos financeiros. Mas tudo muda quando ele concorda em representar oito famílias cujas crianças morreram em virtude de duas empresas terem despejado produtos tóxicos na água que abastece Woburn, Massachusetts. O caso se prolonga, fazendo a firma ficar em sérias dificuldades financeiras, tanto que os sócios de Schlittman o abandonam enquanto ele marcha para o suicídio financeiro e profissional.

 

O sol é para todos – 26 de fevereiro

De Robert Mulligan, 1963

Sinopse: Jean Louise Finch (Mary Badham) recorda que em 1932, quando tinha seis anos, Macomb, no Alabama, já era um lugarejo velho. Nesta época Tom Robinson (Brock Peters), um jovem negro, foi acusado de estuprar Mayella Violet Ewell (Collin Wilcox Paxton), uma jovem branca. Seu pai, Atticus Finch (Gregory Peck), um advogado extremamente íntegro, concordou em defendê-lo e, apesar de boa parte da cidade ser contra sua posição, ele decidiu ir adiante e fazer de tudo para absolver o réu .

 

 

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