A Petrobrás não teve o prejuízo com Pasadena estimado pelo TCU, mas “lucro” em relação à avaliação de 2006

Paulo César Ribeiro Lima, PhD em Engenharia Mecânica
01/02/2019

Em 30 de janeiro de 2019, a Petrobrás informou que sua subsidiária Petrobras America Inc.(PAI) assinou, neste dia, com a empresa Chevron U.S.A. Inc. (Chevron), contrato de compra e venda (Share Purchase Agreement – SPA) referente à alienação integral das ações detidas pela PAI nas empresas que compõem o sistema de refino de Pasadena, nos Estados Unidos.

Foram vendidas as sociedades Pasadena Refining System Inc. (PRSI), responsável pelo processamento de petróleo e produção de derivados, e PRSI Trading LLC (PRST), que atua como braço comercial exclusivo da PRSI, ambas detidas integralmente pela Petrobras America Inc. (PAI). A Refinaria está estrategicamente localizada em um complexo de 466 acres no Houston Ship Channel, Texas, Estados Unidos, com capacidade de produção de 110,000 Bpd e 91% de utilização em 2017, com fator de complexidade Nelson de 9.4x. Em outubro de 2017, a unidade gerou 58% de gasolina e 31% de diesel. A Refinaria está bem posicionada para acessar e processar o relevante crescimento previsto do petróleo americano, beneficiando-se de conexões diretas com a Bacia de Permian, Campo de Eagle Ford e o Campo de Bakken.

O valor da transação foi de US$ 562 milhões, sendo US$ 350 milhões pelo valor das ações e US$ 212 milhões de capital de giro (data-base de outubro/2018). O valor final da operação de venda, da ordem de R$ 2,08 bilhões, está sujeito a ajustes de capital de giro até a data de fechamento da transação. Com relação à compra desse sistema de refino, em 23 de fevereiro de 2005, a Petrobrás recebeu correspondência da Astra, que propunha uma parceria para refino de petróleo Marlim no sistema de Pasadena. No mês seguinte, as empresas assinaram Acordo de Confidencialidade. Em razão desse acordo, uma equipe de técnicos da Petrobrás visitou o sistema de refino de Pasadena para uma avaliação preliminar de suas condições técnicas e financeiras.

O relatório preliminar recomendou o prosseguimento das negociações, conforme trecho abaixo transcrito:

“Concluímos que a refinaria tem qualidade suficiente para que a PETROBRAS siga em frente em seu processo de avaliação técnica e econômica para aquisição parcial ou total desta, indicando ser um bom negócio em função de seu potencial de geração de resultados devido a sua complexidade, qualidade dos ativos, adequação logística, localização e acesso ao mercado, adequando-se inteiramente ao objetivo estratégico de agregação de valor aos petróleos produzidos pela Petrobrás atualmente (Marlim) e no futuro no Golfo do México.”

Esse Relatório foi elaborado pelos seguintes técnicos:

Agosthilde Monaco de Carvalho, Bruno Fragelli, Gustavo Coelho de Castro, Luiz Octavio de Azevedo Costa, Mauro Bria, Publio Roberto Gomes Bonfadini, Renato Bernardes, Ronaldo da Silva Araújo.

Leia o documento na íntegra.

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