Esclarecimento ao artigo de O Globo “Como seria uma catástrofe em Angra”

De PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA
GABINETE DE SEGURANÇA INSTITUCIONAL

Para o Senhor Alan Gripp
Diretor de Redação
O Globo

Em esclarecimento ao artigo intitulado “Como seria uma catástrofe em Angra”, publicado na edição desta quinta-feira (14 Fev) de O Globo, informamos que, no ano de 1980, foi instituído pelo Decreto-Lei presidencial nº 1.809 o Sistema de Proteção ao Programa Nuclear Brasileiro (Sipron).

Organizado em âmbito nacional e composto por diversos órgãos e instituições, pertencentes às esferas federal, estadual e municipal, o Sipron tem a atribuição de planejar e coordenar as ações, em situações de emergência nuclear, que tenham como objetivo proteger os trabalhadores, a população, o meio ambiente e as instalações nucleares.

Especialmente em relação à Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto, em Angra dos Reis, são anualmente realizados no âmbito do Sistema exercícios de emergência nuclear, que têm a finalidade de aprimorar os seus planos de emergência e atendem às recomendações da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), órgão vinculado à Organização das Nações Unidas (ONU).

Periodicamente, também são realizados trabalhos de comunicação social junto aos moradores residentes no entorno da usina em Angra dos Reis, com o fim de divulgar o tratamento dado às ações de segurança e eventos previstos nos planos de emergência.

Dessa forma, nos parece inapropriado que, em um momento de forte comoção nacional, seja estabelecido pelo colunista em seu artigo um imaginário cenário catastrófico, situação que, além de não contribuir para a solução dos problemas enfrentados, apenas se presta ao papel de alarmar indevidamente a população.

Atenciosamente,
Assessoria de Comunicação Social
Brasília, DF, 14 de fevereiro de 2019.
GABINETE DE SEGURANÇA INSTITUCIONAL (GSI)

Telefone: (61) 3411-1480/1290
asscomgsi@presidencia.gov.br

Leia aqui o documento original.

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