Visita às obras de Angra 3 surpreende estudantes do CEFET

Equipamentos de proteção individual foram cedidos aos visitantes para circulação nas obras da usina. Foto: Divulgação Eletronuclear

Com destino à Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto (CNAAA), no município de Angra dos Reis, um ônibus da Eletronuclear saiu do centro do Rio de Janeiro, às 06h do dia 12 de março, com 31 estudantes do CEFET Maracanã.  O que eles não sabiam é que em breve estariam conhecendo uma obra de tanta relevância para a engenharia brasileira: a terceira usina nuclear do país. Esta foi a primeira vez que a visita técnica às usinas de Angra, promovidas pelo Clube de Engenharia através da Secretaria de Apoio ao Estudante de Engenharia (SAE), incluiu Angra 3.

A professora Margarida Castelló, docente do CEFET e conselheira do Clube de Engenharia, e Luiz Wictor Damasceno, estudante de Engenharia Elétrica, foram os organizadores da visita, que reuniu estudantes de quatro cursos: Engenharia Elétrica, Civil, Eletrônica e de Produção. Os funcionários Edvaldo Rocha e Gustavo Bidetti Mardegan guiaram a visita e deram as orientações de como circular pelos espaços da Central Nuclear e cumprir os horários.

Estudantes conhecem detalhes do trabalho na engenharia nuclear. Foto: Divulgação Eletronuclear

O itinerário do grupo teve início no Centro de Informações, onde José Chahim, profissional de Relações Públicas da Eletronuclear, apresentou informações básicas sobre a energia nuclear e as usinas, além de sua relação com a comunidade local e a preocupação com o ecossistema no entorno. Em Angra II os estudantes tiveram maior contato com o operacional da energia nuclear, acessando a sala de controle, onde é possível checar em tempo real o funcionamento da Central. Também aí foram informados sobre todo o processo que envolve trabalhar no local, que passa por estudos, treinamentos e provas. Ainda em Angra II os estudantes visitaram a turbina e o Centro de Treinamento de Simulações, onde engenheiros mais novos e instrutores simulam o trabalho na sala de controle, decifrando luzes e alarmes que fazem parte dos testes.

 

Engenheiros acompanharam a visita às obras, garantindo atenção e novos conhecimentos aos visitantes. Foto: Divulgação Eletronuclear

Mas foi em Angra 3 que os futuros engenheiros ficaram fascinados: estavam dentro do espaço que será a próxima usina nuclear brasileira, cuja potência instalada será de 1.405 MW, a maior até agora. Para entrar em Angra 3, que está em obras, os estudantes receberam o equipamento de proteção necessário: capacete, óculos, protetor auricular e bota de segurança. Os discentes foram acompanhados de três engenheiros completamente dedicados à visita: Antônio Zaroni, Marcelo Martins e João Campos da Silva, respectivamente engenheiros eletricista, mecânico e civil. Eles deram as explicações de ordem técnica, tirando as inúmeras dúvidas dos incansáveis estudantes. “Nós sentíamos que eles estavam felizes em falar do trabalho deles, em falar das usinas”, relatou Margarida Castelló. A presença dos profissionais na visita foi resultado do apoio à atividade por parte do engenheiro Carlos Ferreira, Superintendente de Gerenciamento de Empreendimentos da Eletronuclear e conselheiro do Clube de Engenharia, que manteve contato com a professora Margarida Castelló desde a organização do ônibus.

Orgulho de poder conhecer o “esqueleto” de Angra 3, a próxima usina nuclear do Brasil. Foto: Divulgação Eletronuclear

O intenso calor não reduziu o entusiasmo, nem o ritmo das perguntas e muito menos, a crescente energia para andar por andaimes, entrar na piscina que receberá a água borada para o caso de desligamento do reator e conhecer o espaço onde ficará o reator nuclear. Aliás, este foi o ponto máximo da visita para Fernando Pessanha, estudante do quinto período de Engenharia Elétrica: “Era um momento em que me senti fazendo parte da história do Brasil. Vai ser muito importante no futuro olhar para trás e saber que eu estive dentro da usina quando ela estava em construção”.

Em visita guiada, professores e alunos circularam por toda a área da Central Nuclear. Foto: Divulgação Eletronuclear

Este também foi o caso da futura engenheira civil Pilar Castelló: “Foi enriquecedor e surpreendente, positivamente. Não esperava ver Angra 3 desse jeito, despida, linda! Foi maravilhoso”. Maglane Cardinale destacou a relevância da visita técnica para sua vocação como engenheira: “Foi espetacular, estou encantada e com mais certeza de que a minha área é a área de geração e transmissão de energia”. Os relatos são endossados pela professora Margarida Castelló: “Todos eles ficaram surpresos de ver que a energia atômica não era uma caixinha de bomba. A energia atômica não é pecado, a gente pode falar dela”, comentou, lamentando que pouco se debata a energia nuclear no contexto universitário.

 

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