Base industrial brasileira espera mais conteúdo local em corvetas e futuros projetos de navios da Marinha

Percepção é de que consultas e encomendas começarão a acontecer em 2020. Foto: Portos e Navios

Por Danilo Oliveira
Publicado por Portos e Navios (ed. 699, abril de 2019)

Representantes da base industrial brasileira e fornecedores de equipamentos esperam que a Marinha consiga garantir os índices de conteúdo local nos próximos navios a serem construídos, a começar pelas corvetas. A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) entende que os percentuais previstos no edital são plenamente possíveis de serem atingidos porque as empresas do consórcio vencedor conhecem bem o mercado. A associação considera a proposta escolhida bem sólida por causa de players fortes com expertise de aparatos militares, inclusive com a presença de empresas brasileiras no escopo, que já têm uma cadeia de fornecedores atestada, certificada e homologada.

A avaliação é que o mercado fornecedor terá que esperar mais um ano para começar a perceber aumento das consultas e das encomendas. A previsão da associação é que as consultas se materializem a partir de março ou abril de 2020, já que o momento atual é de discussões técnicas e ajustes em relação ao projeto. O vice-presidente da Abimaq, Marcelo Campos, acredita que, se o projeto fosse assinado em 2018, como previsto anteriormente, haveria mais chances de as compras começarem no primeiro semestre de 2019. Ele também observa que a gestão do ciclo de vida das corvetas será importante para as atividades de fornecedores de alguns produtos e serviços.

O percentual de conteúdo local para construção das quatro corvetas Tamandaré exigido no edital é de 30% para o primeiro navio e de 40% a partir da segunda unidade. O consórcio vencedor ofereceu os índices de 31,6%, para o primeiro navio, e média de 41% para as demais unidades da série. Para a Marinha, a maior premissa em relação ao conteúdo local para as corvetas é a importância que a força naval impõe para a mais ampla participação possível da indústria nacional. Nesse sentido, também recomenda considerar a realidade da construção de navios de alta complexidade militar, ao lado de uma metodologia de aferição a qual entende como “sólida e confiável”.

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