Disciplina e organização para uma boa saúde financeira

Pós-graduado em Finanças e Gestão Corporativa, o administrador Sérgio Cardoso apresentou métodos fundamentais para o planejamento pessoal no dia a dia. Imagem: Pixnio

Um grande desafio para grande parte das pessoas é controlar os gastos para se manter sem dívidas. No entanto, incorporar alguns hábitos de organização e autocontrole no dia a dia já pode ser um grande passo. Esse foi o assunto da palestra Finanças Pessoais, no dia 03 de abril, no Clube de Engenharia. O palestrante, Sérgio Cardoso, é administrador e pós-graduado em Finanças e Gestão Corporativa. O evento foi promovido pela Diretoria de Atividades Técnicas (DAT) e Divisão Técnica de Engenharia Econômica (DEC).

Cardoso apresentou métodos simples e fundamentais para o controle pessoal das finanças. Como em qualquer empresa, o objetivo é manter as despesas menores do que a entrada de renda, e se possível guardar uma pequena porcentagem para emergências e investimentos importantes segundo critérios pessoais. Para isso, é importante focar em controlar impulsos consumistas, revisar a conta bancária regularmente para conferir onde se poderia economizar ou até mesmo cortar gastos e, principalmente, ter disciplina. Também é preciso estar atento para o consumo desnecessário e com as chamadas “despesas fantasmas”, como uma obra emergencial na residência que requer um dinheiro muitas vezes não planejado.

Um dos “vilões” do desequilíbrio financeiro, segundo o palestrante, é o cartão de crédito, por permitir parcelar a compra, dando a impressão de que o dinheiro não foi gasto. O conselho é que se faça todas as compras à vista, o que inclusive pode gerar descontos. A principal vantagem é não comprometer a renda futura.

Sérgio Cardoso indicou alguns hábitos recomendáveis: investir em ativos (como imóveis e ações) e não em passivos (como veículos); fazer o planejamento financeiro em família, envolvendo todos que lidam com dinheiro; evitar contrair dívidas; caso tenha mais contas a pagar do que a verba, escolher pagar as de maiores juros e não as de menores valores; conhecer os investimentos e procurar recomendações de corretora de valores e não de bancos; e ter uma reserva de emergência financeira, correspondente a de três a seis vezes o valor do salário. Por fim, passou uma dica valiosa para se criar o hábito de poupar dinheiro: todo mês, separar uma parcela do salário – no mínimo 5% – para guardar, para possíveis investimentos e gastos excepcionais.

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