SAE promove visita à Central Nuclear de Angra dos Reis

Estudantes conheceram as instalações da usina Angra I. Foto: Arquivo de José Ricardo Domingues.

“Eu me senti uma engenheira de verdade”, Lara Soares (UERJ)

Vinte e oito estudantes de cinco universidades do Rio de Janeiro tiveram a oportunidade de visitar a Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto (CNAAA), no dia 16 de abril. A visita técnica promovida pelo Clube de Engenharia, através da Secretaria de Apoio ao Estudante de Engenharia (SAE), proporcionou novas experiências e quebrou possíveis resistências de graduandos das universidades Celso Lisboa (UCL), Estácio Norte Shopping, Veiga de Almeida (UVA), Faculdade do Rio de Janeiro (FRJ) e Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) em relação à energia nuclear.

Os universitários, que cursam as engenharias Civil, Elétrica, Ambiental, Química e Engenharia de Produção, assistiram a uma palestra no Centro de Informações, onde conheceram a história e o uso da energia nuclear no Brasil e no mundo: eficiência, a segurança implantada na Central Nuclear, e a preocupação com o desenvolvimento local e o ecossistema ao redor. Foi possível conferir os procedimentos na área da segurança e o profissionalismo de quem ali trabalha, visitando, em Angra I, a sala de controle, que monitora o funcionamento da Central em tempo real.

Vários dos presentes demonstraram grande interesse nas oportunidades de trabalho da CNAAA, e foram informados sobre os procedimentos para participar do processo seletivo. Este foi um dos destaques da visita, segundo o engenheiro civil e colaborador da SAE José Ricardo Domingues, responsável pelo grupo em nome do Clube: “A usina nuclear tem uma grande variedade de profissionais, nem todos voltados para a energia elétrica. É interessante para construção civil, engenharia ambiental e também para áreas fora da Engenharia, porque é um leque muito amplo”, esclareceu.

Hoje empresário, José Ricardo foi um dos fundadores da Secretaria, em 2016, e hoje atua como secretário ad hoc da Divisão Técnica de Geotecnia (DTG) e como apoio e colaborador da SAE. Tem a perspectiva de começar uma nova cultura de integração entre os profissionais de sua empresa e os estudantes que atuam na SAE, inclusive como uma forma de estimular outros empresários a acompanharem seus passos.

“Ter participado da SAE foi muito importante porque eu precisava do máximo de interação com o profissional de Engenharia para me dar uma base. Hoje eu participo de uma divisão técnica e posso trocar essa experiência com a SAE, que entendo ser uma contribuição importante. E também tenho uma empresa que realiza de pequenos a grandes serviços, e com isso posso criar oportunidades para os alunos credenciados junto ao Clube. Acho que isso é uma ferramenta que deveria funcionar assim e espero influenciar outros profissionais a seguirem esta cultura”.

William dos Santos Affonso, aluno do sexto período de Engenharia de Produção da UCL, visitou as usinas de Angra pela primeira vez. Para ele, o mais interessante foi ter recebido todas as informações sobre o funcionamento da usina logo na chegada, o que facilitou a compreensão de cada setor visitado posteriormente e o entendimento sobre todo o complexo. William também destacou que ele e outros estudantes não viam as usinas como um local seguro. “A maioria dos alunos achava que no complexo de Angra poderíamos correr algum perigo, por ser um espaço de trabalho com resíduos nucleares. Porém, durante a visita foi possível compreender que era o inverso: é um local muito seguro, com risco de acidente praticamente zero, e que mesmo assim, existe todo um planejamento estratégico de segurança, caso alguma eventualidade aconteça”. Para ele, a ida à CNAAA foi importante para as possibilidades futuras dos estudantes: “Sem dúvida essa visita abriu novos horizontes, em relação a perspectivas de trabalho na área. E acredito que todos que foram, em algum momento, se imaginaram trabalhando ali um dia”. Para William, a visita técnica, que coloca o estudante em contato com a prática e os profissionais já atuantes, é fundamental para os universitários se orientarem quanto às suas escolhas profissionais.

Esta também foi a experiência de Lara Soares, estudante de Engenharia Química da UERJ, que fez a visita a Angra I pela primeira vez. A visita impactou sua vida acadêmica representando uma nova oportunidade de desenvolvimento profissional. Lara  expressou a alegria e o orgulho de conhecer de perto o reator nuclear, com direito a equipamento de proteção individual: “Eu me senti uma engenheira de verdade”, comemorou.

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