Disposição oceânica de efluentes: estudo de caso na Bahia

A Praia de Arembepe, em Camaçari, é o cenário que recebe o Sistema de Disposição Oceânica local. Foto: Wikimedia Commons.

A preocupação com o meio ambiente e a conservação dos recursos naturais mobiliza grande diversidade de profissionais no que diz respeito ao descarte de resíduos líquidos, principalmente quando o resíduo é industrial. Esse foi o tema da palestra “Sistema de Disposição Oceânica para efluentes industriais: estudo de caso”, realizada no Clube de Engenharia, em 21 de maio, pelo engenheiro Fernando Saback. Especialista em Sistemas de Tratamento de Efluentes Industriais, o palestrante foi gerente, por nove anos, do Sistema de Tratamento de Efluentes do Polo Petroquímico de Camaçari, na Bahia.

O objetivo da palestra foi apresentar o Sistema de Disposição Oceânica instalado no Polo e um estudo realizado no local sobre seu impacto no ecossistema local. O emissário submarino lá instalado, em funcionamento até hoje, é uma obra do início dos anos 90. Segundo o engenheiro, a Estação de Tratamento instalada no polo tem uma vazão diária de 144.000 m³ de efluentes, o equivalente ao tratamento do esgoto de uma cidade com três milhões de habitantes. O emissário tem uma extensão terrestre de 11km e submarina de 5km, adentrando o mar a 20 metros de profundidade. Tanto a parte terrestre quanto a submarina têm como material aço carbono, sendo a submarina ainda revestida de uma camada de concreto de 30 centímetros. A vazão do sistema é de 3m³ por segundo. Os últimos 30 metros do emissário submarino contêm um sistema de difusores dos efluentes, largamente distribuídos para garantir a diluição.

O professor e sua equipe técnica apresentaram os métodos e a eficiência do tratamento, Apontado como um caso de sucesso que prova a viabilidade técnica e ambiental do sistema, desde que bem projetado, operado e monitorado: “O sistema de disposição oceânica precisa ser tratado por profissionais com toda a competência, com todas as premissas, e ser muito bem avaliado”, afirmou Saback.

A palestra teve a moderação de Jorge Rios, chefe da Divisão Técnica de Recursos Hídricos e Saneamento (DRHS), foi promovida pelo Clube de Engenharia, Diretoria de Atividades Técnicas (DAT), DRHS e Divisão Técnica de Recursos Naturais Renováveis (DRNR) e o apoio da Divisão Técnica de Engenharia do Ambiente (DEA), Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES-Rio) e Associação Brasileira de Profissionais Especializados na França (ABPEF).

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