A ressonância magnética é uma das atividades onde o papel do Engenheiro Clínico é fundamental. Foto: Wikimedia Commons.

Não é muito conhecido no país o papel do Engenheiro Clínico, profissional responsável pelo bom funcionamento e desenvolvimento dos equipamentos utilizados na área da saúde. Para esclarecer dúvidas sobre esse ofício e debater sua importância, o Clube de Engenharia recebeu, em 13 de agosto, o engenheiro Alexandre Ferreli, presidente da Associação Brasileira de Engenharia Clínica (ABEClin), para a palestra “Engenharia na saúde”.

Na prática, o engenheiro clínico garante maior segurança ao ambiente hospitalar, por ser o profissional que aplica técnicas da engenharia no gerenciamento dos equipamentos de saúde, com o objetivo de garantir melhor usabilidade, qualidade, eficácia, efetividade e desempenho desses equipamentos. “Sua função é aplicar os conhecimentos de gestão em engenharia na área da saúde. Além de manter os equipamentos médicos seguros para uso do paciente, os profissionais auxiliam gestores do hospital a tomar as melhores decisões, tanto para aquisição quanto para manutenção, com o melhor custo benefício”, esclareceu Alexandre Ferreli.

Para exemplificar e contextualizar, mostrando a necessidade real de se dar mais espaço para a engenharia clínica na saúde, o especialista apresentou dados extraídos do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), do Ministério da Saúde: 43 mil equipamentos de manutenção da vida e de diagnóstico por imagem encontram-se sem uso no Brasil. São aparelhos de diagnóstico por imagem como mamógrafos, tomógrafos, raios X e ultrassom e de manutenção da vida (reanimador pulmonar, respirador, desfibrilador e outros) espalhados por todo o Brasil. “Equipamentos sem uso por falta de conhecimento técnico de quem os manuseia ou de gestão hospitalar, tanto na rede pública quanto na privada, influenciam o tempo e a fila de espera de pacientes”, lamentou o palestrante.

Oportunidade no mercado de trabalho

Ferreli abordou a evolução histórica da profissão, explicando que as primeiras demandas surgiram a partir dos anos 70 no mundo, mas, no Brasil, a oferta de cursos de especialização e mestrado só apareceu no final da década 1980, período da publicação de algumas normativas do Ministério da Saúde. O especialista registrou o crescimento da demanda no mercado de trabalho e ressaltou a oportunidade para engenheiros que queiram aprimorar-se: “A Engenharia Clínica é uma área que tem tudo para gerar empregos”, comemorou.

Campo de atuação

O engenheiro pode ser responsável por muito mais que a obra de um hospital. Segundo Ferreli, a engenharia clínica é importante para a sustentação do sistema de saúde. Em primeiro lugar, por ser responsável pela construção de espaços adequados para a prática da medicina; depois, pela busca e aquisição de equipamentos compatíveis a determinado serviço, dentro de um custo planejado. Ferreli ainda destacou o protagonismo do engenheiro clínico em manutenções necessárias que envolvam essa estrutura. “A presença do engenheiro colabora para minimizar problemas na infraestrutura e equipamentos em hospitais, clínicas e laboratórios”, explicou. “Como engenheiro clínico você ajuda a salvar vidas”, finalizou.

O evento foi promovido pelo Clube de Engenharia, Diretoria de Atividades Técnicas (DAT), Divisão Técnica de Exercício Profissional (DEP), Divisão Técnica de Formação do Engenheiro (DFE) e Divisão Técnica de Manutenção (DMA).

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