Brasil Amanhã: assista à série de vídeos

 

Atualizado em 15/12/2020

Em tempos de pandemia, com o país em quarentena, é da maior importância abrir canais de interlocução permanente com a sociedade brasileira e, em especial, com o Conselho Diretor e os associados do Clube de Engenharia. Essa é a proposta do Brasil Amanhã, que todas as terças-feiras e sextas-feiras, às 18h, estará no ar pelo YouTube e demais redes do Clube de Engenharia. Sem deixar de investir todos os nossos esforços na luta contra o coronavírus, queremos pensar o Brasil Amanhã, pós-pandemia.

Assista aos vídeos da série:

Para Francis Bogossian, convidado da websérie Brasil Amanhã #66, é urgente entender que a retomada da economia brasileira só será possível quando a engenharia voltar a ser valorizada. Infelizmente, aponta ele, ainda não há perspectiva de investimentos nem retomada das obras públicas de infraestrutura, que estão paralisadas. O combate à corrupção, legítimo e vital, acabou por esmagar a engenharia nacional, que acometida também por terceirização indiscriminada e informatização acelerada, se vê com poucas saídas para manter obras e empregos. Em seu diagnóstico, Bogossian salienta que a engenharia brasileira ainda carece de estudos e levantamentos geológicos-geotécnicos, necessários para o avanço da construção civil. Além disso, obras com deficiência de projeto, tanto no setor público quanto no privado, continuam a ser mais comuns do que deveriam. Uma retomada, portanto, passa também por endereçar essas questões, além de outras, como a já citada retomada de obras paralisadas e a manutenção periódica das existentes. O que se deve lutar é pelo melhor, porque só assim é possível garantir qualidade, segurança e vida longa para os empreendimentos.

Francis Bogossian é engenheiro civil, graduado pela antiga Escola Nacional de Engenharia, hoje UFRJ. Especialista em Mecânica dos Solos, das Rochas e Barragens, foi professor da UFRJ e da Universidade Veiga de Almeida (UVA). Fundou em 1972 a empresa Geomecânica S/A, da qual é atualmente Presidente do Conselho de Administração. Ao longo de sua carreira, recebeu diferentes reconhecimentos de instituições técnicas de Engenharia, tendo sido presidente do Clube de Engenharia em dois mandatos (2009-2012 e 2012-2015). Atualmente é Presidente da Academia Nacional de Engenharia (ANE), reeleito em 2020.

Publicado em 15/12.

 

A política externa brasileira regrediu a olhos vistos nos últimos dois anos. É o que aponta o diplomata Adhemar Bahadian, convidado da websérie Brasil Amanhã #65. Nesse período deixamos de ter uma política centrada nos dispositivos constitucionais de 1988 e passamos a fazer uma política desorganizada, retrógrada, e que colocou o país em armadilhas diplomáticas com nossos principais aliados e parceiros comerciais, afirma. Nenhuma iniciativa relevante foi tomada no âmbito do desenvolvimento econômico, e o alinhamento submisso aos EUA não trouxe contrapartidas.

Para Bahadian, trata-se de um novo direcionamento que tem ligações diretas com a Emenda Constitucional do Teto dos Gastos, aprovada em 2016. Isso porque, apesar da propaganda de ser um mero ajuste fiscal, na prática a emenda significou o rompimento com os direitos sociais da Constituição de 1988, arrastando o Brasil novamente para uma posição neoliberalista e submissa.

Sem soberania interna, que significaria a promoção dos direitos sociais, não é possível uma posição soberana junto aos demais países. Com a pandemia, a insustentabilidade desse modelo ficou explícita: não só as desigualdades foram escancaradas, mas também a necessidade de investimento público tem sido apontada por economistas de todo o espectro político.

Adhemar Bahadian é diplomata aposentado, tendo atuado no Itamaraty por 45 anos. Foi embaixador do Brasil em Roma e representante do país junto à Organização Mundial do Comércio (OMC). Atualmente escreve aos domingos no Jornal do Brasil.

Publicado em 08/12.

 

Nenhuma revolução tecnológica foi tão profunda quanto a trazida com a Internet e as tecnologias digitais. Para Jorge Bittar, ex-presidente da Telebras e convidado da websérie Brasil Amanhã #64, a iminência do 5G no Brasil traz importantes desafios que reforçam a necessidade de se pautar desenvolvimento tecnológico estratégico. Isso porque o 5G não é apenas uma evolução incremental, mas uma infraestrutura sobre a qual novos serviços poderão florescer, como a Internet das Coisas, Inteligência Artificial e computação avançada em nuvem. Os EUA estão perdendo a corrida tecnológica para a China — inclusive no 5G — e, por isso, estão se movimentando geopoliticamente através da guerra comercial, que já envolve o Brasil. Se o País não se posicionar, principalmente a partir de um Projeto Nacional de Desenvolvimento Tecnológico que nos faça passar de consumidores para criadores de novas tecnologias, estaremos vulneráveis não só diante das disputas entre países, como no que se refere à segurança cibernética e à soberania nacional.

Jorge Ricardo Bittar é engenheiro eletrônico, formado pelo Instituto de Tecnologia Aeronáutica (ITA). É conselheiro vitalício do Clube de Engenharia e foi presidente da Telebras. Nos anos 90, foi vereador na cidade do Rio de Janeiro, e entre 1999 e 2015 foi eleito deputado federal em quatro ocasiões. Ocupou cargos no governo estadual como Secretário de Planejamento e na Prefeitura do Rio de Janeiro como Secretário de Planejamento e de Habitação. Bittar já atuou na Embratel, foi presidente do Sindicato dos Engenheiros do Estado do Rio de Janeiro e diretor da Federação Nacional dos Engenheiros.

Publicado em 04/12.

 

O apagão no Amapá ocorrido em novembro de 2020 trouxe à tona algumas das mais conhecidas falhas da privatização do setor elétrico no Brasil. Para Cecy Maria Martins Marimon, convidada da websérie Brasil Amanhã #63, trata-se de um claro caso de negligência, tanto da empresa privada responsável pela distribuição de energia no Estado, quanto da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), responsável pela fiscalização. Um exemplo é o fato de um transformador reserva, que poderia ter tornado o apagão menos calamitoso, estar em manutenção desde o final de 2019. E coube à Eletrobras, empresa pública criada nos anos 1950, o papel de apoiar e buscar soluções para a crise. Cecy lembra que a Eletrobras foi responsável por criar um sistema elétrico nacional integrado, robusto e seguro, baseado em uma matriz energética limpa. As empresas geradoras de energia que integram o sistema Eletrobras têm, por exemplo, a responsabilidade de gerenciar barragens nas maiores bacias hidrográficas do país, e atuam em todo o território nacional apoiando políticas públicas. Mas a fragmentação a partir das privatizações coloca em risco a segurança energética do País e, principalmente, coloca em risco o bem-estar, a saúde e a economia em estados mais afastados do centro-sul, como é o caso do Amapá.

Cecy Maria Martins Marimon é licenciada em Ciências e Matemática e em Pedagogia. Especialista em Psicopedagogia Social e mestre em Educação. Atuou como professora e gestora na educação básica e no ensino superior, com ênfase na formação de professores. Desde 2010 exerce cargo de pedagoga na Educação Corporativa, na CGTEletrosul, em Florianópolis, trabalhando na implantação do ambiente virtual de aprendizagem e na capacitação dos empregados educadores visando a gestão do conhecimento. Diretora de Formação do Sindicato dos Eletricitários de Florianópolis e Região representa a Intersindical dos Eletricitários do Sul do país no Coletivo Nacional dos Eletricitários.

Publicado em 24/11.

 

A tríade pesquisa, ensino e extensão nas universidades públicas brasileiras é um desafio diário de construção de conhecimento com impacto social. A estudante de engenharia Karina Karim, convidada da websérie Brasil Amanhã #62, compartilha alguns dos sucessos de sua trajetória em projetos que alinham o ensino de engenharia à arte, à matemática e até à agricultura. Para ela, incluir uma lente antirracista, feminista e periférica na engenharia é um caminho para o desenvolvimento de tecnologias que sejam inovadoras em todos os aspectos, inclusive na transformação da sociedade. De competições internacionais de veículos de exploração espacial ao ensino de matemática e ciências na educação fundamental, passando até ao desenvolvimento de tecnologias sociais como CubeSats para hortas comunitárias, Karina é exemplo dos muitos esforços realizados para que as engenharias sejam mais diversas e, principalmente, inclusivas para mulheres em geral e mulheres negras, em particular.

Karina Karim é estudante de Engenharia Mecânica da Universidade Federal Fluminense (UFF), integrante da Frente UFF e desenvolvedora de tecnologias sociais no programa SACI-E do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e na Oficina de Inovação e Ancestralidade (OIA PETMEC UFF).

Publicado em 10/11.

A história do Brasil é marcada por uma disputa de projetos políticos distintos: de um lado, aqueles que lutam por um país soberano, independente, e que veem o papel essencial da ação estatal na realização desta tarefa; o segundo grupo envolve aqueles para o qual o alinhamento às potências mundiais e seus modelos econômicos determinam o rumo do desenvolvimento, e é imperativo a saída do Estado como ator econômico. O geólogo Ricardo Latgé, convidado da websérie Brasil Amanhã #61, resgata esta contradição analisando os setores mineral e de petróleo no Brasil. Mostra que a mineração foi essencialmente conduzida pelo setor privado, atuando o Estado como um ator basicamente autorizador e arrecadador de tributos.

A história do petróleo no Brasil também seguiu um rumo similar, mantendo-se facultado à iniciativa privada por cerca de cem anos, com resultados pífios. Só com a intervenção direta do Estado, com a criação por Getúlio Vargas da Petrobras, em 1953, este quadro mudou. Organizado sob a égide do monopólio estatal, obteve resultados empresariais espetaculares, tornando-se uma referência neste setor. Por fim, Latgé mostrou que ofuturo ainda reserva um papel relevante para o petróleo, mesmo com a transformação das matrizes energéticas em direção a combustíveis renováveis. O protagonismo da Petrobras, estatal, é, portanto, essencial para uma Engenharia nacional forte, a expansão do mercado de trabalho, o desenvolvimento do Brasil e a melhoria da qualidade de vida dos brasileiros.

Ricardo Latgé Milward de Azevedo é Geólogo, formado em 1978 pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Trabalhou na Petrobras de 1979 a novembro de 2014, desempenhando tanto atividades técnicas como de gestão, com destaque para a função de Assessor da Diretoria de Exploração e Produção, de 2003 a 2012. Foi presidente da Federação Brasileira de Geólogos e da Associação Profissional dos Geólogos do Estado do Rio de Janeiro. Acumula cargos de conselheiro do Clube de Engenharia e do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura do Rio de Janeiro. Participou da diretoria da Associação dos Engenheiros da Petrobras.

Publicado em 06/11.

Temporada 04 - Clique para assistir



Convidados:
Rafael Franco, Marcos Dantas, Ercilia de Stefano, Ceci Juruá, Vivaldo Barbosa, Thais da Silva, Benito Paret, Cesar Prata, Erik Galante, Roberto Amaral, Francisco Costa, Marilene Ramos, Clovis Nascimento, Luiz Taranto e Tatiana Ferreira.

Temporada 03 - Clique para assistir



Convidados:
Carlos Monte, Paulo César Lima, Gilberto Bercovici, Esther Dweck, Guilherme Estrella, Alexandre Leal, Carlos Minc, Saturnino Braga, Maria Glícia, Stelberto Soares, Luiz Edmundo Leite, José Luiz Alquéres, Maria Lucia Fattorelli, Mauricio Metri, Antonio Lacerda.

Temporada 02 - Clique para assistir

Convidados: Denise Carvalho, Otávio Velho, Luiz Bevilacqua, Celso Amorim, Ennio Candotti, Ricardo Maranhão, Márcio Fortes, Vicente Loureiro, Alan Paes Leme Arthou, Fátima Sobral Fernandes, Raymundo de Oliveira, José Eduardo Pessoa, Felipe Coutinho, Carlos Medeiros e Ildeu Moreira.

Temporada 01 - Clique para assistir


Convidados: Cesar Duarte, Reinaldo Guimarães, Paulo Metri, Maria Lúcia Werneck Vianna, Luiz Belluzzo, José Roberto Afonso, Ricardo Bielschowsky, Clemente Ganz Lúcio, Ligia Bahia, Luiz Martins, Luiz Alfredo Salomão, Marcio Patusco, Lucas Getirana, Claudia Morgado e Pedro Celestino.

 

Receba nossos informes!

Cadastre seu e-mail para receber nossos informes eletrônicos.

O Clube de Engenharia não envia mensagens não solicitadas.
Skip to content