Krill A32: nanotecnologia desenvolvida pela UNB e Embrapa é capaz de incrementar a produtividade das plantas e aumentar seu valor nutritivo. Foto: Marcelo Casal Jr / Agência Brasil

A nanotecnologia hoje avança em todo o mundo, com indústrias buscando sua aplicação em diversas áreas. Deverá estar em todo lugar em um futuro próximo. “O grande desafio é controlar e manipular esse nanomaterial em uma escala de tão poucos átomos – 20 ou 30 deles”, destaca o professor José Brant de Campos, palestrante no Clube de Engenharia.

Sua história é relativamente recente. Richard P. Feynman, em 1959, pensou em reduzir escala para colocar bibliotecas inteiras na cabeça de um alfinete. Já nos anos 80, Nonio Taniguchi, da Universidade de Ciências de Tóquio cunhou o termo “Nanotecnologia”. A reinterpretação do termo foi feita por Kim Eric Dexler, do MIT, e Feynman apontou a principal barreira para a manipulação nanométrica: a impossibilidade de ver o material.

Em 1985, o Fullereno é descoberto, com 60 átomos de Carbono, rendendo o prêmio Nobel ao laboratório que o fez. Os tubos e cones nanométricos vieram na década seguinte e o domínio sobre esse universo minúsculo avançou. “Para se ter ideia do tamanho do Fullereno, ele está para uma bola de futebol como a bola está para o planeta Terra inteiro, em escala de tamanho”, apontou o professor.

Sendo ou não possíveis de serem vistos, os nanomateriais vêm tomando cada vez mais espaço em escala global em diversos setores, com destaque para o mineral, metais, química e novos materiais. Entre 2002 e 2020, o crescimento do uso desses materiais chegou a 56% no setor químico e 41% no de novos materiais. Sua principal aplicação está na eletrônica e na beleza: tanto cosméticos que trabalham na melhoria da superfície dos fios de cabelo, quanto processadores de computadores existem graças ao domínio da nanotecnologia. O evento foi promovido, em 19 de novembro, pela Divisão Técnica de Formação do Engenheiro (DFE).

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