Inovação é adaptável ao telhado da casa e pode ser escolhida em diferentes cores. Foto: Site Eternit.

"Telhas fotovoltaicas - inovação made in Brasil" foi o tema de palestra de Luiz Antonio Lopes, Engenheiro Mecânico e gerente de novos negócios da empresa Eternit. Nem toda casa se adapta bem a um painel solar fotovoltaico: ele pode ser complicado de montar, e pesado, comprometendo a estrutura do telhado, além de estar diretamente exposto a condições climáticas adversas como chuva e granizo. Uma alternativa pensada dentro do Brasil é a telha fotovoltaica: uma telha parecida com as demais, porém, com células fotovoltaicas.

Dois modelos foram apresentados: um com telhas de concreto e outro de fibrocimento. Nos dois casos, as células fotovoltaicas, compostas de silício mono ou policristalino, ficam dispostas nas próprias telhas. Trata-se de uma tecnologia consolidada, importada da China, que dispensa elementos do painel tradicional, como vidro e alumínio, além de ter o sistema de conectores abaixo das telhas, protegido das condições climáticas adversas. Uma das principais vantagens, para Lopes, é o fato de as telhas serem parte do todo do telhado, mantendo a estética do mesmo.

A energia gerada pelas telhas pode ser tanto utilizada para consumo próprio como integrada à rede local, no modelo de microgeração distribuída. Segundo Lopes, o retorno sobre o investimento, refletido em economia de energia, acontece em cerca de quatro anos. Atualmente a inovação está em processo de aprovação para comercialização, que deve se iniciar em 2020.

O evento foi promovido, em 26 de novembro, pela Diretoria de Atividades Técnicas (DAT) e Divisão Técnica de Engenharia do Ambiente (DEA), com apoio das divisões técnicas de Recursos Naturais Renováveis (DRNR) e Energia (DEN).

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