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notícia 07/11/2016

A PEC 241 e a Engenharia

Empresários, professores, assalariados, profissionais liberais, entre outros, se mobilizam para barrar a aprovação da PEC 241.
Empresários, professores, assalariados, profissionais liberais, entre outros, se mobilizam para barrar a aprovação da PEC 241.

Sem maior discussão com a sociedade, o Governo Federal se empenha para que o
Congresso Nacional aprove o congelamento dos gastos públicos, excluídos juros, pelos próximos 20 anos, admitido tão somente o reajuste anual dos gastos pela inflação passada. Parte da equivocada visão de, na maior recessão da nossa História, buscar ajustar a despesa, sem a contrapartida de medidas que reativem a economia.

A PEC, se aprovada, levará ao aprofundamento da recessão e ao aumento do desemprego,
com inevitáveis reflexos na paz social. O Brasil, face à dimensão do seu território, aos recursos naturais de que dispõe e à sua população, superior a 200 milhões de habitantes, hoje uma das 10 maiores economias do mundo, não pode ser irresponsavelmente privado
de um projeto de desenvolvimento, para atender unicamente aos interesses do capital financeiro.

A PEC em apreço desmonta o Estado brasileiro, destrói conquistas sociais consolidadas, amesquinha a Educação e a Saúde. No que toca à Engenharia, em conseqüência do congelamento dos investimentos públicos, será a pá-de-cal no esforço de construção do País observado nas últimas 6 décadas.

Trata-se, pois, de inaceitável retrocesso, motivo pelo qual o Clube de Engenharia, a Federação Nacional dos Engenheiros e a Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros conclamam as instituições de representação profissional, empresários, professores, assalariados e profissionais liberais a se unirem para barrar a aprovação da
PEC 241, símbolo da regressão econômica e social a que poderá ser conduzido o Brasil.

Rio de Janeiro, 25 de outubro de 2016