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notícia 25/02/2017

Clube de Engenharia propõe articulação para reverter mudanças no conteúdo local

Quebrar o conteúdo local é negar a qualidade da industrialização do nosso País. Foto: Informativo dos Portos
Quebrar o conteúdo local é negar a qualidade da industrialização do nosso País.
Foto: Informativo dos Portos

Por Davi de Souza (davi@petronoticias.com.br)

A luta ainda está longe de acabar. A indústria brasileira em peso reage com força à decisão do governo de quebrar a política de conteúdo local. Conforme o Petronotícias noticiou durante toda esta quinta-feira (23), a repercussão dos representantes da cadeia nacional de fornecedores é unânime: todos são contrários às mudanças apresentadas pelo governo, que reduziram em cerca de 50% os índices de conteúdo local para as próximas rodadas de licitação. O Clube de Engenharia é uma das entidades que se posicionaram contra a alteração. Segundo o presidente da instituição, Pedro Celestino, a consequência será desastrosa e vai gerar “empregos na China e desespero aqui em nosso País“. O executivo também disse que o Clube de Engenharia propõe a criação de uma articulação para tentar reverter as mudanças propostas pelo Planalto.

Como o Clube de Engenharia recebe a decisão do governo em relação ao conteúdo local?

Essa decisão representa um retrocesso em relação à política aplicada no País nos últimos 60 anos. Ela nega a qualidade da industrialização do nosso País. Essa decisão do governo nos remete à situação de receptores de produtos fabricados no estrangeiro.

Qual será o impacto disso na indústria brasileira?

Será uma repercussão desastrosa e devastadora para toda a indústria instalada no Brasil, em termos de emprego, capacitação tecnológica e produção. Isso nos remeterá à condição de colônia. Porque é sabido que no planeta, hoje, em nenhum lugar se produz mais barato do que na China. A consequência disso é que vamos gerar empregos na China e desespero aqui em nosso País.

Como pretendem reagir a isso?

O Clube de Engenharia se associa às entidades de trabalhadores da engenharia e da indústria que pensam não em seus interesses específicos, mas no futuro do País. O Clube propõe uma articulação do capital produtivo e dos trabalhadores para mudar o rumo dessa política, que destrói a esperança de futuro para o Brasil.