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notícia 30/11/2016

Finanças e avaliação de investimentos em debate

O engenheiro Marcelo Henriques de Brito avaliou opções de investimento para pessoas físicas e instituições.
O engenheiro Marcelo Henriques de Brito avaliou opções de investimento para pessoas físicas e instituições.

Os cenários políticos internacional e nacional exercem grande influência no comportamento do mercado financeiro, no valor das moedas, em falências e sucessos, crises e crescimento. Para tornar mais evidentes os detalhes destes fenômenos, o Clube de Engenharia sediou a palestra "Investimento e avaliação", do engenheiro Marcelo Henriques de Brito, em 17 de novembro. Marcelo Henriques é associado do Clube de Engenharia, professor do Ibmec-RJ e sócio da Probatus Consultoria. O evento contou com a promoção da Diretoria de Atividades Técnicas (DAT) e da Divisão de Engenharia Econômica (DEC), com apoio da Associação Brasileira de Engenheiras e Arquitetas do Rio de Janeiro (ABEA-RJ).

O perfil do investidor
O objetivo do evento foi apresentar alguns dos principais tópicos relativos ao comportamento dos investidores e comentar conceitos, aspectos e ferramentas disponíveis para a avaliação de investimentos, inclusive na elaboração de orçamentos empresariais e pessoais. Segundo Marcelo Henriques, o importante para um investidor é ser bem informado e ter confiança para fazer o investimento, uma vez que a melhor escolha será a que provoca conforto, e não receio. Um fator importante é a paciência: é preciso saber esperar as oportunidades.

Os impactos da economia financeira internacional
O ponto alto da apresentação foi a explicação a respeito dos efeitos da variação cambial, em nível internacional, sobre a taxa de juros no Brasil. Segundo o palestrante, "a variação da taxa de câmbio do real frente ao dólar dos EUA impacta as decisões em finanças no Brasil, independentemente dos investidores estarem envolvidos ou não em transações internacionais com operações cambiais". Os cenários doméstico e internacional, junto ao comportamento dos investidores não residentes no Brasil, causa a valorização ou desvalorização do real, com reflexos diretos sobre a evolução da taxa básica de juros no Brasil. Esta impacta tanto a taxa de inflação IPCA quanto o índice Ibovespa, tal como o engenheiro comprovou com a apresentação de uma longa série histórica de dados de 1999 a 2016. "A política de juros no Brasil é feita para manter o câmbio num patamar aceitável e principalmente não ter perda cambial", afirmou.

O impacto da atividade financeira nas empresas, atualmente, é capaz de mantê-las ou derrubá-las, independentemente do funcionamento de suas atividades, como exemplificou Marcelo Henriques:

"Caixa é muito importante. Uma importante companhia de petróleo está vendendo ativos para fazer caixa e honrar seus credores porque sua dívida é muito alta. A empresa tem despesas financeiras elevadas, por isso o prejuízo está muito alto. O lucro bruto da empresa tem aumentado. Então, operacionalmente a empresa está bem e financeiramente está com problemas. Isso é o que o credor mais quer, pois tem a possibilidade de ser dono de uma empresa que está operacionalmente bem, com ótima equipe técnica”.

O engenheiro explicou conceitos como tendência e volatilidade; investidor individual e institucional; renda variável e fixa; ganho de capital e renda; retorno total; finanças corporativas e gestão de portfólio; riqueza, valor de mercado, valuation e orçamento. Leituras e filmes foram indicados a quem se interessa pelo assunto, bem como oportunidades de trabalho na área de finanças e contabilidade.