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notícia 30/01/2014

Fórum em luta pela Mobilidade Urbana no Rio

Empenhado nos grandes debates da área, o Fórum de Mobilidade Urbana do Clube de Engenharia foi fundado em dezembro de 2011, durante o 1º Seminário de Mobilidade Urbana da Região Metropolitana do Rio de Janeiro. O coletivo contou com a adesão dos 111 participantes, composto por Conselheiros e membros das divisões técnicas do Clube, Associações de Moradores e Federações, Conselhos Profissionais e Clubes de Serviço, Sindicatos, parlamentares de diversos partidos, movimentos sociais, ONGs e instituições diversas. O auditório lotado durante o evento sinalizava: a sociedade está disposta a propor novos rumos para os transportes e a mobilidade no Rio de Janeiro.

No mesmo dia de sua fundação, o grupo lançou um manifesto que, entre outras questões, denuncia a crise no transporte público nos 19 municípios da região metropolitana do Rio. De acordo com o manifesto, “os principais modais são responsáveis pelo aumento gradativo no tempo de viagem dos usuários através dos anos, dando a escalada vertiginosa no custo das tarifas em relação à inflação, as grandes dificuldades do transporte pela madrugada, as barreiras da falta de acessibilidade, as vergonhosas dificuldades interpostas pelos operadores na concessão das gratuidades previstas em lei e até o despreparo na administração do Vale Transporte e do Bilhete Único”. O texto diz também que o principal compromisso do coletivo é lutar pela garantia do art° 5, XV da Constituição Federal, que garante: “é livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens”. Leia o manifesto completo aqui.

O Fórum não conta com uma estrutura formal, mas os participantes deliberaram que a coordenação, para efeito de representação externa,é exercida pelo Chefe da Divisão Técnica de Transporte e Logística (DTRL) do Clube em conjunto com a Federação das Associações de Moradores do Município do Rio de Janeiro (FAM-Rio). Um de seus fundadores, o conselheiro do Clube Alcebíades Fonseca, destaca que o número de participantes aumentou ao longo dos anos. “Hoje somos 347 participantes que se reúnem sistematicamente para discussão todas as sextas-feiras, às 18h, na sala de reunião do 21º andar”, afirma o engenheiro.

Alcebíades afirmou também que as pautas costumam ser flexíveis tendo em vista a dinâmica de acontecimentos e da enorme gama de assuntos abordados pelo coletivo. “Não nos restringimos aos modais, discutimos tudo relacionado à mobilidade como calçadas, asfaltamento, legislação urbanística, pessoas em situação de rua devido a falta de mobilidade; além de vias como o elevado do Joá, a Perimetral e Av. Rio Branco, teleféricos nas comunidades, trens, bonde, BRT,BRS, ciclismo e ciclovias, trânsito em geral e segurança”, detalha.

Soluções em debate

Segundo Alcebíades, o Fórum discute soluções a partir da realidade dos transportes na cidade, além de pensarem sempre sobre questões como a participação da população das decisões dos governos federal, estadual e municipal. “Não há necessidade de reinventar a roda para solucionar os problemas de mobilidade, basta um planejamento sério, participativo e encarado como política de Estado”, defende. O engenheiro afirma que o dinheiro público jamais poderia ser investido em projetos que já nascem obsoletos. “Há investimento em supostas soluções que sabidamente não resolvem os problemas ao qual se propõem. Não adianta ser mais barato e de menor prazo de implantação se o problema continua existindo”, arremata.

Campanhas

O Fórum, em conjunto com a DTRL e a Federação Nacional dos Metroviários (Fenametro) realizaram um evento no Clube de Engenharia, em outubro de 2012, lançando uma campanha, a exemplo do Moradia Digna, que visa destinar 2% do Produto Interno Bruto (PIB)nacional para aplicação em mobilidade urbana. No evento, também foi lançada uma cartilha explicando a viabilidade da proposta.

Atualmente, o Fórum vem discutindo a criação de um grupo de trabalho em defesa das Ferrovias, devido à Resolução 4131/2013 ANTT que autoriza a desativação e devolução ao Poder Público de trechos ferroviários explorados pela concessionária Ferrovia Centro-Atlântica (FCA).

 

Conheça o site do Fórum de Mobilidade Urbana.

  • Foto: reprodução