Saltar para o conteúdo
notícia 27/11/2014

Fórum Mobilidade Urbana

Imagem meramente ilustrativa
Imagem meramente ilustrativa

Mobilidade Urbana, um dos temas mais relevantes nos últimos tempos, foi pauta de debate dia 25 de novembro, no Clube de Engenharia. Promovida pela Divisão de Atividades Técnicas (DAT) e pela Divisão Técnica de Transporte e Logística (DTRL), a palestra acontece num momento em que a demanda por alternativas para desafogar o trânsito nas grandes cidades está ainda maior, ganhando cada vez mais espaço no campo de prioridades das administrações públicas.

Celso Franco, ex-diretor do Detran do Rio de Janeiro, ex-professor de Engenharia de Trânsito da Escola Nacional de Engenharia e autor do livro “Trânsito como eu o entendo – A ciência da Mobilidade Urbana” (Editora E-Papers, 2008) abriu a palestra dizendo estar ali em busca de apoio. “Isso aqui não é uma palestra, não é uma aula, é um apelo. Eu luto pela solução da Mobilidade Urbana e falo sozinho desde 2002 e vim aqui fazer um apelo a meus colegas e amigos do Clube. A solução existe, mas precisa da coragem dos políticos”.

Franco foi categórico ao falar sobre a existência de meios para solucionar a questão da mobilidade, que volta e meia esbarra na falta de vontade política, lembrando que a engenharia de tráfego atua nas vias que já existem e por isso devem ser utilizadas de maneira inteligente.

Para Franco, a solução está no transporte público, mas não é apenas uma questão de restringir o uso do automóvel, uma vez que as pessoas buscam conforto e praticidade. É preciso uma solução de mobilidade urbana sem prejudicar o automóvel, que segundo ele, é muito fácil, bastando criar um sistema de racionamento de uso da via baseado na cobrança de uma taxa de mobilidade urbana. “O grande mal é que 86% dos automóveis de passeio vão com seu motorista sozinho, ocupando um espaço que poderia ser ocupado por muitas pessoas”, destacou.

Celso Franco idealiza o que chama de Transporte Solidário, onde o cidadão pagaria uma taxa de congestionamento. Algo em torno R$ 2,00 por dia útil ao mês, cerca de R$ 40,00. Esse pagamento, no Rio de Janeiro, que possui uma frota de aproximadamente dois milhões de automóveis, geraria uma receita de 40 milhões de reais para subsidiar o transporte público, cujo preço hoje significa 35% do orçamento do trabalhador.

A ideia é chegar o mais próximo do que foi o carro antigamente, um automóvel de passeio; ou seja, usar o carro para lazer. A solução, se posta em prática, traz resultados animadores com uma expectativa de redução de tráfego de 50 a 80%, segundo ele.