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notícia 08/05/2017

Grupo de Foguetes do Rio de Janeiro conquista pódio e lançamento marcante em Curitiba

Em um ano, grupo conquistou prêmios, workshops e parcerias fundamentais. Foto: Facebook de Ronaldo Matos.
Em um ano, grupo conquistou prêmios, workshops e parcerias fundamentais.
Foto: Facebook de Ronaldo Matos.

O Grupo de Foguetes do Rio de Janeiro (GFRJ), sediado na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), alcançou o segundo lugar em uma das categorias do IV Festival Brasileiro de Minifoguetes, em Curitiba, em 29 de abril na categoria de 1/2A.

Mas o destaque veio em outra categoria, com o foguete Canalle Platinado, cujo teste estático do motor ocorreu na Unidade Zona Oeste do Clube de Engenharia, em Ilha de Guaratiba. O lançamento foi um sucesso, causando uma das maiores emoções do evento, mesmo não tendo sido recuperado. Em pouco mais de dois meses de contato do grupo com o Clube, período no qual foram realizadas reuniões e um workshop, esta foi a quarta visita do grupo na Unidade Zona Oeste da instituição, todas consideradas fundamentais para o sucesso do lançamento do Canalle Platinado em Curitiba.

Lançamento do foguete em Curitiba. Foto: Facebook do GFRJ
Lançamento do foguete em Curitiba.
Foto: Facebook do GFRJ

O evento
O IV Festival Brasileiro de Minifoguetes ocorreu de 29 de abril a 1º de maio. Entre as atividades, além do lançamento de minifoguetes, aconteceram sessões técnicas, oficinas, exposições, minicursos e palestras. O evento é organizado pela Associação Brasileira de Minifoguetes com apoio da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Universidade Positivo, Universidade  Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Olimpíada Brasileira de Astronomia (OBA), Acrux, Bandeirante e Solve.

A previsão da organização do festival era que os foguetes atingissem altura de 40 a 120 metros. Participaram equipes de estudantes universitários e do ensino médio, competindo em nove categorias, divididas em dois tipos: de apogeu exato, quando os foguetes devem atingir uma altura específica, e de apogeu máximo, quando devem atingir a maior altura possível de acordo com seu motor. O GFRJ conquistou o segundo lugar na categoria ½ A. Inscreveram-se para participar do Festival 39 equipes de 11 estados brasileiros, cerca de 400 pessoas.

Equipe do GFRJ no momento do lançamento, no IV Festival Brasileiro de Minifoguetes. Foto: Facebook de Ronaldo Matos.
Equipe do GFRJ no momento do lançamento, no IV Festival Brasileiro de Minifoguetes.
Foto: Facebook de Ronaldo Matos.

GFRJ: muitas conquistas em pouco tempo
A ideia do GFRJ surgiu de Ronaldo Matos, aluno de mestrado em Modelagem Matemática e Computacional do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), que em setembro de 2015 começou a reunir um grupo de universitários da UERJ interessados em foguetemodelismo. O Grupo foi fundado meses depois, em abril de 2016, e o primeiro aniversário veio a ser comemorado no Clube de Engenharia, no Workshop de Propulsão e Operação, dias 08 e 09 de abril. Em um ano o grupo conquistou: graduandos e mestrandos não só de Engenharia, mas também de Matemática e Economia; a adesão de professores universitários para o escopo do núcleo, incluindo João Batista Canalle, presidente da OBA; participação na Mostra Brasileira de Foguetes, a convite da OBA; visita guiada à empresa Avibras, fabricante de produtos aeroespaciais; prêmios de primeiro e segundo lugar em duas diferentes categorias no III Festival de Minifoguetes de Curitiba, batendo o recorde nacional de altura em uma das categorias, com um voo de 241 metros; alinhamento com outros grupos de foguetes de outras instituições, como o Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), Universidade Federal do ABC (UFABC), Pontifícia Universidade Católica (PUC-Rio); Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e CEFET-RJ, campus Maracanã.

Hoje, o GFRJ divide suas atividades em três missões, segundo Ronaldo Matos: Missão Crux, caracterizada como o primeiro contato com conceitos físicos e dinâmicos de um veículo espacial, com a confecção de foguetes de garrafa PET e o objetivo de dar oficinas em escolas públicas; Missão Von Braun, com o desenvolvimento de estudos e projetos de minifoguetes, entrando em áreas como eletrônica e desenvolvimento de foguetes; e Missão Gagarin, que envolve o desenvolvimento de pesquisa conceitual na área.

Confira o emocionado depoimento de Ronaldo Matos a respeito da participação no Festival e o apoio do Clube de Engenharia aqui e o lançamento do foguete aqui.