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artigo 12/09/2015

Liberdade democrática no exercício da presidência

Francis Bogossian recepciona no Clube de Engenharia, dia 17 de agosto, 40 entidades nacionais em um plenário de 300 lideranças da engenharia brasileira. Foto: Fernando Alvim.
Francis Bogossian recepciona no Clube de Engenharia, dia 17 de agosto, 40 entidades nacionais em um plenário de 300 lideranças da engenharia brasileira.
Foto: Fernando Alvim.

Dia 14 de setembro encerro meu segundo mandato à frente do Clube de Engenharia em um processo extremamente enriquecedor no exercício da liderança. Como professor, vivenciei a primazia da inteligência e da cortesia em calorosos e acirrados debates. Como empresário nacionalista, em meio a novas e conhecidas tentativas de segmentos que defendem uma política de privatização, comemoro nossa união de forças em defesa da Petrobras. Mais que isso, comemoro a produção recorde da empresa, confirmando a sua capacidade e eficiência para operar com exclusividade o Pré-Sal, na certeza de que travamos o bom combate. Como cidadão brasileiro, vi o Clube de Engenharia contribuir, com a inquestionável participação da Diretoria e do Conselho Diretor, para o crescimento da luta pelo desenvolvimento e a soberania nacional.  Como gestor, não releguei a um segundo plano a área patrimonial.
 
No exercício da presidência, a seleção de temas aos quais deveríamos nos dedicar, foi democraticamente discutida com a Diretoria e, quando julgávamos necessário, levados ao Conselho Diretor para respaldar, ou não, nossas decisões. Nada foi imposto e, em momento algum, faltou coragem para dar a minha opinião. As vozes discordantes do Conselho Diretor foram integradas em grupos de trabalho e a representatividade do Clube de Engenharia não se restringiu, sob qualquer hipótese, à figura do presidente. Ao contrário, técnicos especializados e mentes brilhantes que integram a Diretoria e o Conselho representaram o Clube em áreas estratégicas para o país. Em conjunto trabalhávamos para o sucesso de nossas ações. Na construção de todas as conquistas reconhecemos os melhores.
 
A liberdade democrática, marca de nossas gestões, nem sempre foi compreendida. Nem sempre as decisões coletivas são entendidas como fruto de um consenso. Não são poucos os que falam em democracia e não a praticam. Muitos resultados poderiam ter sido melhores, mas não tenho dúvida de que o processo vivido durante os últimos anos nos levou ao nome de consenso de Pedro Celestino eleito como candidato único para a presidência. Uma vitória que se traduzirá em novos avanços.
 
Credito as conquistas que hoje podemos contabilizar, todas elas, aos membros do Conselho Diretor e aos companheiros da diretoria. Temos uma bagagem acumulada de muitas décadas de história. Hoje, em um cenário que nos faz ficar de prontidão permanente em defesa de um futuro digno e de uma engenharia que possa alavancar o desenvolvimento, tenham em mim um aliado para o que ainda está por vir. 
Agora e sempre.
 
Francis Bogossian