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artigo 31/01/2018

Nosso rumo em 2018

"Estamos em momento decisivo para a definição dos rumos que tomará o país nas próximas décadas".
"Estamos em momento decisivo para a definição dos rumos que tomará o país nas próximas décadas".

O ano se inicia com várias notícias preocupantes, todas vinculadas à continuidade do desmonte do
Estado e da economia brasileira. Negociações não transparentes entre a EMBRAER e a Boeing
colocam em risco a sobrevivência da empresa e do seu patrimônio tecnológico de vanguarda, no qual
estão comprometidos cerca de 7000 engenheiros.

A proposta de privatização do sistema ELETROBRÁS completa a sucessão de erros cometidos nos últimos vinte anos, fazendo com que a energia elétrica passe a ser tratada como mercadoria, e não como insumo indispensável ao nosso desenvolvimento.

 A “reestruturação” da EMBRAPA tirará dela a sua função precípua, a de apoiar tecnologicamente o agronegócio, o que colocará o setor à mercê de grandes grupos estrangeiros.

O nosso petróleo continua a ser doado a passos rápidos, mais de um terço da produção já está em mãos estrangeiras, e a PETROBRÁS acelera desinvestimentos, para que definitivamente deixe de ser importante, contentando-se com produção cadente de petróleo, pois em seu último plano de negócios reserva apenas 11% do montante a investir para atividades de exploração. Ao mesmo tempo, anuncia-se um mega leilão do Pré Sal, de onde provém mais da metade da produção de petróleo do país. Regredimos assim, à condição de exportadores de petróleo e importadores de derivados e petroquímicos. Sem petróleo e sem energia elétrica sob controle nacional, não há como possibilitar a inserção soberana do Brasil no concerto das nações.

Estamos, pois, em momento decisivo para a definição dos rumos que tomará o país nas próximas décadas. A eleição presidencial deste ano adquire significado singular: o confronto entre os que querem nos manter subordinados a centros de decisão no exterior, sem oferecer possibilidades de atender às demandas de uma população de mais de 200 milhões de pessoas por ascensão social e vida digna, os que, desde os anos 30 do século passado, em diferentes regimes e governos, lutam por um país autônomo, desenvolvido economicamente e socialmente justo será agudo. O Clube de Engenharia, fiel à sua história e às suas tradições, manter-se-á no rumo de defender a democracia, a soberania nacional e o desenvolvimento.

A Diretoria