A afirmação é do Tenente-Brigadeiro-do-Ar Juniti Saito, comandante da Aeronáutica do Brasil, que apresentou no conselho diretor do Clube de Engenharia, dia 11 de julho, a atuação da força aérea nacional, não só em defesa da soberania, como também no controle do espaço aéreo nacional, no trabalho de ocupação e transporte eficiente na Amazônia e, principalmente, como fomentadora da pesquisa e do desenvolvimento tecnológico no país. Segundo Saito, não interessa à aeronáutica a compra apenas de produtos e peças prontas, e sim a transferência de tecnologia ao longo do processo e o salto tecnológico que isso pode representar. “O investimento em novas tecnologias genuinamente nacionais é o verdadeiro diferencial de um país verdadeiramente desenvolvido”, explicou.

Acompanhado pelo Major-Brigadeiro-Engenheiro Israel Batista Ferreira, da Diretoria de Engenharia da Aeronáutica (Direng); Tenente-Brigadeiro-do-Ar Ailton Santos Pohlmann, diretor do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA); Brigadeiro Reginaldo dos Santos, reitor do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA); Major-Brigadeiro-do-Ar Antonio Franciscangelis Neto, chefe de gabinete do Comandante da Aeronáutica; dos Brigadeiros-Engenheiros Luiz Sérgio Heinzelmann e Venancio Alvarenga Gomes e do Major Marcelo Antunes, Saito apresentou a palestra “Um trinômio de sucesso: ensino superior (ITA); pesquisa e desenvolvimento (CTA); indústria aeronáutica (Embraer).

No campo da educação e pesquisa, o comandante destacou a importante atuação do ITA desde sua fundação, em 1950, na formação de excelentes profissionais nas áreas da engenharia aeronáutica, eletrônica, mecânica aeronáutica, entre outras. “Formamos , desde a primeira turma até 2009, 5.440engenheiros. Embora a seleção seja dura e o curso seja exigente, diferente das outras escolas de engenharia, temos um percentual de desistência de apenas 7%ao longo do curso”, destacou. Sobre o Centro Técnico Aeroespacial (CTA), Saito elencou grandes contribuições para o desenvolvimento de tecnologias nacionais. “O CTA desenvolveu ou contribuiu diretamente para a concepção e construção do motor a álcool, da urna eletrônica, de simuladores de vôo, radares meteorológicos, entre muitos outros projetos genuinamente nacionais”.

Ao apresentar a Embraer, Saito lembrou sua relevância no mercado das empresas de defesa, representando 8% do mercado mundial, com um amplo portifólio de aeronaves de defesa, como o Super-Tucano – com cerca de 150aviões em 5 forças aéreas do mundo –, aeronaves para o transporte civil, de monitoramento e serviços estratégicos.

 

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