José Bonifácio de Andrada e Silva – 250 anos do pensar estratégia e o Brasil!

Em 2013 comemoramos 250 anos de nascimento do Patriarca da Independência do Brasil, o Santista José Bonifácio de Andrada e Silva. A Prefeitura de Santos e a Comissão José Bonifácio deram o inicio hoje dia 20/03/2013 as comemorações de aniversário do ilustre Santista.

O Santista José Bonifácio foi um grande Estadista na história mundial, respeitado pelas grandes nações, inclusive pelos próprios americanos, pois seus ideais no momento histórico em que viveu já eram além dos princípios e valores que estavam sendo consolidados naquele momento.

Além de suas competências como Estadista, José Bonifácio era acima de tudo um grande e avançado intelectual, que além dos conhecimentos científicos que exercia, o nosso patriarca tinha um grande dom para as letras, e conseguia expor ao mundo suas idéias e ideais.

Uma de suas principais obras, o livro Projetos para o Brasil publicado entre os períodos de 1822 a 1831, considerando um conjunto de idéias e textos, mesmo naquele período, consegue até hoje trazer ensinamentos de como o Santista já pensava o país enquanto nação, e quanto Estado como poderia se tornar potência.

Comemorar 250 anos de nascimento de José Bonifácio de Andrada e Silva, além de ser uma honra para todos os santistas e para a cidade de Santos, é respeitar a memória de um dos verdadeiros heróis que este país teve. Glorificar sua memória e honra é glorificar o valor do povo brasileiro.

Abaixo para o leitor, uma linha do tempo da vida e obra de José Bonifácio de Andrada e Silva:

- 1763 – 13 de junho, nasce na cidade de Santos, José Antônio de Andrada e Silva, filho do Coronel Bonifácio José Ribeiro de Andrada (comerciante e a segunda maior fortuna de Santos) e de Maria Bárbar da Silva.

- 1783 – vai para Portugal e matricula-se na Universidade de Coimbra, no curso de Direito.

- 1784 – começa a estudar também filosofia e matemática na Universidade de Coimbra.

- 1787 – forma-se em filosofia.

- 1788 – forma-se em direito.

- 1789 – adentra à Academia das Ciências e Letras de Lisboa, um dos principais centros do saber em Portugal e Europa.

- 1790 – publica sua primeira obra sobre pesca das baleias, e reflexões sobre as práticas pesqueiras. Também recebe do governo português aporte financeiro para desenvolver pesquisas pela Europa sobre mineralogia.

- 1791 – estuda mineralogia e química na Escola Real de Minas em Paris.

- 1792 – passa a frequentar a Escola de Minas de Freiburg, e publica o texto sobre Memórias dos Diamantes do Brasil (tanto em francês como em inglês).

- 1794 – forma-se em mineralogia, geologia, metalurgia e minas.

- 1796 – passa a residir na Suécia para continuar seus estudos.

- 1799 – muda-se para Dinamarca.

- 1800 – retorna para Portugal.

- 1801 – é designado para organizar a cadeira de metalurgia na Universidade de Coimbra. No mesmo ano é nomeado, em maio, Intendente Geral das Minas e Metais do Reino e membro do Tribunal de Minas. Em novembro é nomeado Diretor do Real Laboratório da Casa da Moeda de Lisboa.

- de 1805 a 1812 – é nomeado para diversas funções no governo português, principalmente pelas suas qualificações em ciências, e também assume o papel militar de comando do Corpo Acadêmico Militar com a patente de Tenente Coronel.

- de 1817 a 1820 – tem uma série de publicações científicas, principalmente sobre mineralogia, minas e política.

- 1820 – durante o período de março a abril, viaja com o seu irmão Martim Francisco, pelo interior de São Paulo para desenvolver estudos mineralógicos, e publica em 1823 a obra Viagem Mineralógica na Província de São Paulo.

- 1821 – torna-se em junho vice-presidente da Junta Provisória de São Paulo, e considerando todos os eventos políticos que antecedem a independência já começa publicar uma série de textos políticos.

- 1822 – lidera a delegação paulista, que em 18 de janeiro entrega a Dom Pedro representação do governo de São Paulo para que o príncipe venha a desobedecer as ordens de Lisboa. Em 28 de maio é nomeado Grão Mestre da loja maçônica Grande Oriente do Brasil. Em 2 de junho por desavenças políticas com membros da maçonaria, funda uma réplica desta, o Apostolado da Nobre Ordem dos Cavaleiros da Santa Cruz. Em 14 de setembro é nomeado pós independência como Ministro do Império e Negócios Estrangeiros.

- 1823 – por desavenças com Dom Pedro I pede demissão do ministério e assume seu papel como deputado da Assembléia. E pelas discordâncias de Dom Pedro I com a Assembléia, no dia 12 de novembro José Bonifácio é preso em sua casa no Rio de Janeiro e conduzido para o Arsenal da Marinha para onde foram levados todos os presos constituintes. No dia 20 de novembro é exilado para França.

- de 1824 a 1827 – publica uma série de documentos referente as questões políticas do novo império, e sua visão de desenvolvimento e projetos para o Brasil.

- 1829 – retorna ao Brasil em julho. Durante a viagem sua esposa falece. Fixa residência na Ilha de Paquetá no Rio de Janeiro.

- 1831 – por circunstâncias da vida é indicado por Dom Pedro I para ser o tutor de Dom Pedro II. Em 22 de junho é empossado deputado, na qualidade de suplente eleito pela Bahia.

- 1838 – Falece no dia 06 de abril.

 

Fonte: http://atdigital.com.br/historiasdesantos/2013/03/jose-bonifacio-de-andrada-e-silva-250-anos-do-pensar-estrategia-e-o-brasil/

 

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