Pedro Celestino assume presidência com nova diretoria e terço do Conselho Diretor

 

Na segunda-feira (14), durante a Assembleia Geral Magna do Clube de Engenharia, conduzida pelo então presidente da instituição, Francis Bogossian, foi realizada a cerimônia de posse do engenheiro Pedro Celestino e vice-presidentes, diretoria, terço do conselho diretor e conselho fiscal eleitos pela chapa de coalizão no último mês de agosto. 

Com o plenário lotado, e em clima de confraternização e comemoração pelas conquistas contabilizadas no processo eleitoral de 2015, Francis Bogossian deu início à cerimônia apresentando aos presentes a publicação "As Ações Principais do Clube de Engenharia 2009 – 2015” com registros dos seus dois mandatos. Em seguida, empossou os chefes das Divisões Técnicas Especializadas (DTEs) e convidou os novos conselheiros para assinarem o livro de posse, seguidos da diretoria e dos vice-presidentes Sebastião Soares e Márcio Fortes. 

As mulheres lideraram a lista dos mais votados para o Conselho Diretor. Como é tradição, representando as conselheiras e conselheiros eleitos, Katia Farah, a mais votada, destacou a importância histórica do Clube de Engenharia e sua participação ativa na sociedade brasileira. A conselheira lembrou que "o Clube de Engenharia, fundado em 1880, com seu estatuto aprovado por D. Pedro II, em seus 135 anos de existência, entidade de classe mais antiga da América Latina, esteve à frente do seu tempo, e sua história se confunde com a história do Brasil e da democracia no país". 

Katia recordou a atuação do Clube de Engenharia nas lutas de André Rebouças e fez propostas de “políticas de ação” para “um Brasil com novos valores e soberano”. Entre elas, “proteger e defender não só as empresas de engenharia e arquitetura do seu desmantelamento como também preservar o acervo técnico e as equipes dos profissionais duramente construídas durante muitos anos, com leis e programas a serem discutidos com o governo federal; acompanhar projetos de lei que estão tramitando na Câmara dos Deputados e Senado Federal relacionados à proteção do mercado de trabalho e valorização profissional”. Katia destacou, ainda, o fortalecimento das DTEs, “que são nossa mesa de debates constantes e que abordam assuntos e problemas atuais em prol de uma sociedade com mais justiça social".  

Casa democrática por essência

Presidir uma entidade gloriosa como o Clube de Engenharia, para o presidente que se despedia, “não é tarefa para um ser isolado ou absoluto, por mais capaz que ele o seja”. “Esta Casa é democrática por essência. Na sua trajetória de Casa Cívica que honra a sociedade civil brasileira pela permanente busca de soluções para os problemas que atingem a nossa nacionalidade, atua com isenção, respeita as diferenças, discorda sem ofensas, transforma em ética prática as decisões alicerçadas no seu Conselho Diretor e em sua Diretoria, berços que simbolizam a máxima competência momentânea de seu poder decisório”, afirmou Francis Bogossian.

Em seu pronunciamento Francis ressaltou sua convicção de que não cabe ao presidente decidir, tampouco influenciar mandatoriamente nas decisões dos  superiores colegiados. “O regime presidencial não subverte quem decide, antes orienta, opina com a visão que lhe alcança a responsabilidade do cargo e põe-se a cumprir as decisões de seus egrégios condutores legislativos. Sinto em minha consciência que procurei ser fiel a tais preceitos”, afirmou sob fortes aplausos de seus pares. E convidou Pedro Celestino para assinar o livro de posse. 

Aplaudido de pé ao final de seu pronunciamento, já como novo presidente do Clube de Engenharia, Pedro Celestino afirmou que assumia a presidência com tarefa facilitada por seus antecessores, com a certeza de que unido o Clube de Engenharia tem muito a contribuir com o país. “Esta casa é plural e por isso é respeitada pela sociedade. Vivemos, entretanto, um período difícil no mundo e no Brasil. No Brasil, do ponto de vista econômico e político. A sociedade está fraturada. Isso é grave. Exige de nós, engenheiros responsáveis que somos pela tarefa imensa de construir esse país, equilíbrio na proposição de soluções para as questões que afligem a nossa sociedade. Esta Casa estará permanentemente disposta a contribuir com o talento de seus integrantes de múltiplas origens, seja do setor público, seja do setor privado, seja da universidade, com opiniões distintas sobre os rumos que o país haverá de tomar. Tenho certeza que nos uniremos em torno de propostas que possam ser levadas à sociedade para discutir questões de interesse nacional, de interesse do nosso estado e nossa cidade”.

Compromissos pelo Brasil

Ao tratar das questões nacionais Pedro Celestino elencou algumas tarefas consideradas  urgentes e prementes: “A primeira das quais repensar o modelo do sistema elétrico e oferecer à sociedade a posição do Clube de Engenharia, que será necessariamente uma posição que leve em conta única e exclusivamente o interesse nacional. Temos a questão do petróleo. A nossa Petrobras mais uma vez ameaçada, fragilizada por desmandos de alguns dirigentes e essa está na raiz da crise política. Abaixo da crise está o petróleo. Descobrimos as maiores reservas do mundo, nos últimos 30 anos, de petróleo de excelente qualidade. Em uma região sem guerra, sem terror. O Clube tem que continuar a sua luta para garantir que o petróleo continue em mãos nacionais e sob a liderança da Petrobras. Temos que discutir a questão da mineração. Há anos tramita no Congresso Nacional um novo código de mineração, adormecido. Justo agora no momento de crise política em que a sociedade está fraturada começa a andar o projeto do código de mineração. É preciso ver o que está por trás dessa pressa em aprová-lo, porque nós temos jazidas imensas, não só de minerais que são raros em outros locais, como nióbio, urânio, titânio e terras raras. Isso ou ficará em mãos do Estado, ou do povo brasileiro, ou de empresas internacionais. Essa questão nacional é também uma questão decisiva”.

Registrando que 80 milhões de pessoas moram hoje em apenas nove grandes centros urbanos, cada vez mais ingovernáveis, o presidente do Clube de Engenharia apontou desafios a enfrentar, entre eles mobilidade, habitação, saneamento, lixo e muitos outros. “Devemos nos debruçar sobre esses problemas e buscar, com equilíbrio, proposições que sejam oferecidas à sociedade. O compromisso nosso, da diretoria que foi eleita e do conselho diretor é com a abertura de debates que sejam densos, que não sejam panfletários, que tenham conteúdo necessário para que a voz do Clube de Engenharia se faça sentir em todo peso da sua tradição. Esse é o nosso compromisso pelo Brasil, pela engenharia e pela democracia”, concluiu sob efusivos aplausos. (Leia aqui, na íntegra, o pronunciamento de Pedro Celestino). 

Ao final do evento, o ex-presidente Hildebrando Góes fez questão de usar a palavra para agradecer a Francis Bogossian e destacar sua relação de "grande amizade e reconhecimento por tudo que Francis fez à frente do Clube de Engenharia". Hildebrando parabenizou, ainda, a iniciativa de unidade e a escolha do nome de Pedro Celestino para a presidência da instituição. Em seguida, a emoção deu lugar à alegria em um coquetel que foi aberto com a inauguração da foto de Francis na galeria dos ex-presidentes. Ao seu lado, sua esposa, a jornalista Hildegard Angel e os ex-presidentes Agostinho Guerreiro, Heloi Moreira, Hildebrando Góes, Raymundo de Oliveira e Renato Almeida.

A festa da posse 

 

Com a marca da pluralidade de ideias, resultado do trabalho conjunto das diversas correntes de pensamento do Clube de Engenharia, foram eleitos: Presidente: Pedro Celestino. 1º Vice-Presidente, Sebastião Soares; 2º Vice-Presidente, Márcio Fortes. Diretores: Artur Obino, Bernardo Griner, Carmen Lúcia Petraglia, Cesar Drucker, Carlos Antonio Rodrigues Ferreira, Fernando Tourinho, Luiz Oswaldo Norris Aranha, Leon Zonenschain, Marcio Patusco Lana Lobo e Maria Glícia da Nóbrega Coutinho. 

Terço do Conselho Diretor para o triênio 2015 – 2018: Terço do Conselho Diretor para o triênio 2015 – 2018: Ana Lucia Moraes Miranda, Elvio Gaspar, Fátima Sobral Fernandes,  Fernando Leite Siqueira, James Bolivar Luna de Azevedo, Jorge Paes Rios, José Luiz Alquéres, José Schipper, José Stelberto Porto Soares, Katia Maria Farah Arruda, Luiz Alfredo Salomão, Luiz Antônio (Gato) Martins, Luiz Carneiro de Oliveira, Luiz Edmundo Horta Barbosa da Costa Leite, Luiz Fernando Teixeira de Souza, Márcio Girão, Margarida Lima, Mário Borges, Nelson Duplat Pinheiro da Silva, Nelson Portugal, Othon Luiz Pinheiro da Silva, Paulo Poggi, Reynaldo Barros, Ricardo Maranhão e Uiara Martins. Tomou posse, ainda, Alexandre de Almeida, que assumiu na vaga aberta por Maria Helena Diniz do Rego Monteiro Gonçalves que passa a vitalícia. 

O Conselho Fiscal para o próximo triênio é composto por Ayrton Xerez, Denise Baptista Alves, Eliane H. Camardella Schiavo, Francisco de Assis Silva Barreto, Marco Latgé  e Mauro Orofino Campos. 

Tomaram posse também as chapas eleitas para as Divisões Técnicas Especializadas (DTEs).  

 

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