Seaerj debate a engenharia pública no estado do Rio de Janeiro

Em momento crítico para a construção civil, sem perspectivas de crescimento do mercado, ao contrário, com recentes obras para megaeventos tornando-se “elefantes brancos”, outras com problemas que resultam em acidentes, além de várias paralisadas, é de fundamental  importância discutir os caminhos da engenharia pública. Com o objetivo de racionalizar a atuação do Instituto Estadual de Engenharia e Arquitetura (IEEA), a Sociedade dos Engenheiros e Arquitetos do Estado do Rio de Janeiro (Seaerj) realizou, nos dias 15 e 16 de maio, o workshop "Engenharia Pública no estado do Rio de Janeiro". Entre dezenas de engenheiros, arquitetos, geólogos, geógrafos, agrônomos, representantes de autoridades públicas e outras entidades, o Clube de Engenharia se fez presente nas dinâmicas e discussões que marcaram os encontros.

Da gestão das obras aos planos de carreira
Todo o dia 15 de maio foi marcado pela interação entre os 50 participantes, que puderam trocar perspectivas e opiniões a respeito de temas como: melhoria da gestão das obras públicas; aperfeiçoamento da elaboração de projetos; treinamento do corpo técnico; e a implantação de planos de carreira. A ideia é orientar o trabalho do IEEA, autarquia vinculada à Secretaria Estadual de Obras, responsável pela distribuição de profissionais da área para as secretarias, autarquias e fundações profissionais. O objetivo é reorganizar os profissionais de engenharia e arquitetura servidores do Estado de modo racional, sem que haja excesso ou carência. Para Ibá dos Santos Silva, conselheiro do Clube de Engenharia, que participou das atividades, um dos problemas da engenharia pública hoje é o fato de não contribuir para o acervo técnico dos profissionais: "O Estado não constrói o acervo técnico das obras públicas. Isso é um problema porque, para o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea), um engenheiro de obra pública aposentado é só um engenheiro de idade graduado". As atividades de dinâmica de grupo que reuniram as propostas foram coordenadas por membros da empresa SAP- Software de Gestão Empresarial, que apresentaram a área na qual atuam e os processos de trabalho que consideram recomendáveis.

Participantes se posicionam com os olhos no futuro
Um debate mais aprofundado a respeito da engenharia pública foi realizado no dia 16 de maio. A primeira mesa, composta pelo presidente do Clube de Engenharia, Pedro Celestino e os deputados estaduais Paulo Ramos e Eliomar Coelho, ambos do PSOL, com a mediação de Nilo Ovídio, presidente da Seaerj, teceu avaliações e críticas ao atual modelo de gestão da engenharia pública. Pedro Celestino traçou um breve histórico da atuação da engenharia pública no país, e os deputados se comprometeram a trabalhar pelo respeito ao profissional da engenharia no âmbito da Assembleia Legislativa. A mesa seguinte, que encerrou o evento, contou com as participações de Marcelo Queiroz, chefe de gabinete da Casa Civil do estado, e Vicente Loureiro, diretor executivo da Câmara Metropolitana de Integração Governamental do Rio de Janeiro. Ambos exaltaram a importância do IEEA e a urgente necessidade de que o poder público faça os projetos de obras públicas, lugar que foi tomado pela iniciativa privada, segundo Vicente Loureiro.

Nilo Ovídio informou sobre a perspectiva da elaboração de um documento com as propostas levantadas no workshop, a ser entregue ao Governador do Estado e a deputados estaduais para que o IEEA seja, de fato, reestruturado.

Fonte: Seaerj (Simone Moreno e João da Matta)

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