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notícia 14/12/2016

Acadêmicos premiados pela ABMS apresentam seus trabalhos em geotecnia

No alto, da esquerda para a direita, Seyedhamed Mirmoradi, Raphael Carneiro, Iman Hossein Babaei e Vitor Nascimento. Embaixo, da esquerda para a direita, Manuel Martins, chefe da DTG, Ana Cristina Sieira, diretora da ABMS-Núcleo Rio, e Ian Schumann Martins, subchefe da DTG. Foto: Fernando Alvim
No alto, da esquerda para a direita, Seyedhamed Mirmoradi, Raphael Carneiro, Iman Hossein Babaei e Vitor Nascimento. Embaixo, da esquerda para a direita, Manuel Martins, chefe da DTG, Ana Cristina Sieira, diretora da ABMS-Núcleo Rio, e Ian Schumann Martins, subchefe da DTG.
Foto: Fernando Alvim

Os melhores trabalhos fluminenses, de mestrado e doutorado dos concursos Prêmio Icarahy da Silveira e Prêmio Costa Nunes, da Associação Brasileira de Mecânica dos Solos e Engenharia Geotécnica, foram apresentados no Clube de Engenharia, em 30 de novembro, no evento “Teses em geotecnia premiadas pela ABMS no biênio 2014-2015 e desenvolvidas no Rio de Janeiro”.

Quatro engenheiros civis, brasileiros e iranianos, apresentaram seus estudos sobre solos e muros em condições específicas, como contribuição a essa área fundamental da engenharia. O evento foi promovido pela Diretoria de Atividades Técnicas e a Divisão Técnica especializada de Geotecnia (DTG).

Prêmio Icarahy da Silveira
O engenheiro civil Raphael Carneiro recebeu menção honrosa do Prêmio Icarahy da Silveira, destinado às melhores dissertações de mestrado defendidas em instituição brasileira sobre qualquer um dos temas anunciados pela ABMS. Seu trabalho é a dissertação "Previsão do comportamento da argila mole na Baixada de Jacarepaguá: o efeito da submersão do aterro e o adensamento secundário", orientado pelas professoras Denise Gerscovich e Bernadete Ragoni Danziger, na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

O estudo fez a análise do processo de recalque de um depósito de argila considerada muito mole, contou com análise matemática da submersão do aterro e ensaios de campo. Por fim, os estudos revelaram recalques elevados no local e comprovaram fácil aplicação do método proposto para incorporação do efeito da submersão.

Melhores teses em Geotecnia
Já o Prêmio Costa Nunes, que homenageia um dos fundadores da ABMS, destina-se a premiar as melhores teses de doutoramento em âmbito nacional, a cada dois anos. O vencedor deste ano foi Seyedhmaed Mirmoradi, engenheiro civil iraniano da Universidade de Mazandaran, que concluiu seu doutorado na Coppe/UFRJ com a tese "Avaliação do comportamento de muro de solo reforçado sob condições de trabalho". No estudo ele apresenta as vantagens do muro de solo reforçado (MSR) e particularidades desse tipo de obra. Com a construção de quinze modelos físicos, foi possível explicar detalhes como tensão máxima, sobrecargas externas, rigidez e movimentações. O engenheiro ainda apresentou, baseados em sua pesquisa, uma lista de 14 artigos publicados.

Outro iraniano agraciado com o Prêmio Costa Nunes foi Iman Houssein Pour Babaei, também doutor pela Coppe/UFRJ, que recebeu Menção Honrosa pela tese "Aterro experimental sobre solo mole tratado com colunas granulares encamisadas". Mestre em geotecnia, ele contou com a orientação dos professores Marcio Almeida e Mario Riccio. O estudo envolveu a construção de um aterro, precedida por investigação do local para definir propriedades geotécnicas da argila mole, ensaios de campo e de laboratório. O engenheiro apresentou os detalhes da construção, como deformações e tensões, e concluiu que as colunas granulares encamisadas (GEC) melhoram a capacidade de carga do depósito de argila mole em cerca de quatro vezes de aterro não tratado. Também constatou redução significativa no recalque e deformação horizontal em comparação com fundação em argila mole não tratada.

Também recebeu Menção Honrosa do Prêmio Costa Nunes o engenheiro civil Vitor Nascimento Aguiar. Sua tese, "Contribuição ao Estudo das Relações Tensão-Deformação-Tempo em argilas moles" teve orientação de Ian Schuman e Fernando Danziger, da Coppe/UFRJ. O estudo lançou um olhar crítico sobre o Princípio das Tensões Efetivas, teoria referente às tensões no solo, refutando três de seus corolários. Vitor Nascimento ainda contribui na linha de pesquisa do Grupo de Geologia dos Solos da Coppe/UFRJ.