A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) lançou na terça-feira (20), em sua sede histórica, a campanha “As Terras Raras são Nossas”. Assim como protagonizou a campanha “O petróleo é Nosso” nos anos 50, a Casa do Jornalista deu início, após este evento, à campanha em defesa da soberania nacional sobre a riqueza representada pelas Terras Raras.
O ato de abertura da campanha, mediado pelo diretor de Educação da ABI, Vitor Iorio, teve como palestrantes a jornalista Tania Malheiros, especialista no tema, o presidente do Clube de Engenharia do Brasil, Francis Bogossian, e o vice-presidente da entidade, Fernando Peregrino.
Ao abrir o encontro, o presidente da ABI, Octávio Costa, lembrou que em 1951 a Casa do Jornalista lançou a campanha “O petróleo é nosso”, que conquistou a sociedade, e dois anos depois a Petrobrás foi criada.
A jornalista Tania Malheiros fez um relato sobre as primeiras pesquisas sobre seu livro “Cobaias da Radiação”, quando revelou informações pioneiras sobre Terras Raras no Brasil. Lembrou da primeira instalação nuclear brasileira, a Orquima, que “tentaram apagar”, para ocultar o seu rastro de destruição, e trouxe o assunto para a época atual, falando sobre a ação de mineradoras em Goiás e nas cidades mineiras de Caldas e Poços de Caldas. As pressões dos Estados Unidos sobre o Brasil também foram abordadas por Tania Malheiros.
O presidente do Clube de Engenharia, Francis Bogossian, disse que as Terras Raras são um tema da maior importância para a entidade, e que um grupo de estudos foi formado para acompanhar e debater o tema. Bogossian fez um relato sobre o número de trabalhadores envolvidos na mineração, e os problemas que eles enfrentam.
Fernando Peregrino ressaltou a importância da discussão atual que tem por objetivo a criação de uma empresa estatal para operar especificamente na área dos minerais críticos, como nióbio, lítio, cobalto e outros.



