Clube de Engenharia participa na Rádio Nacional de debate sobre planejamento da cidade para chuvas

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Com o verão e o conhecimento das fortes chuvas que atingem o Rio de Janeiro, os riscos de alagamentos, deslizamentos de terra e consequentes tragédias preocupa a população. O planejamento do poder público para chuvas no Rio de Janeiro foi o assunto do programa Tema Livre, da Rádio Nacional do Rio de Janeiro, em 1º de fevereiro. Além do conselheiro Manuel Martins, engenheiro geotécnico e chefe da Divisão Técnica de Geotecnia (DTG) do Clube de Engenharia, participaram o oceanógrafo Júlio Wasserman, o engenheiro civil e ex-consultor do CREA-RJ Antônio Eulálio, e a secretária executiva do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas, Andrea Santos, além do apresentador do programa, jornalista César Faccioli.

Obras e projetos paralisados
Manuel Martins comentou os avanços da cidade nos últimos anos no sentido de monitoramento dos riscos, com o sistema Alerta Rio, que acompanha a situação meteorológica de 33 pontos da cidade, além da boa qualidade técnica do corpo de funcionários da Fundação Instituto de Geotécnica – GeoRio, órgão municipal responsável pela contenção de encostas. No entanto, lamentou o fato de a atual gestão da prefeitura do Rio ter paralisado obras de responsabilidade da fundação e ter exonerado quase toda a sua diretoria, assim como presidência, assessores e outros funcionários. Segundo ele, somando-se à falta de verba da GeoRio, a equipe técnica perdeu sua agilidade para intervenções urgentes e pontuais.

Na mesma linha de raciocínio, Andrea Santos, secretária executiva do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas, demonstrou receio quanto à mudança de gestão e paralisação de projetos. “Programas importantes para reduzir a vulnerabilidade das populações de risco estão parados. Conhecemos os pontos de alagamento, as áreas de risco, todos os problemas. Existe toda a ferramenta. O importante é ter uma gestão eficiente e de longo prazo, e garantir recursos para a manutenção dos programas. O que nós da academia esperamos é que, de fato, os dados técnicos científicos sejam respeitados e considerados nessa política”, afirmou.

Alternativas em pauta
Entre as muitas alternativas apresentadas o debate sobre os piscinões construídos pela cidade para reter a água da chuva foi destaque. Para o oceanógrafo Júlio Wasserman existe a possibilidade de se projetar piscinões que de fato atendam à demanda, caso o poder público trabalhe seriamente com os modelos matemáticos. “O que está acontecendo hoje é que não temos um planejamento de uso e de lidar com os recursos hídricos”. Segundo o engenheiro civil Antônio Eulálio, os problemas poderiam ser resolvidos com a transposição dos rios Maracanã, Trapicheiros e Joana.

Confira o programa completo aqui.

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