Na próxima segunda-feira, dia 25 de novembro, é a data da Marcha da Ciência, que neste ano ocorre no contexto de alertas sobre a redução de recursos para a educação, pesquisa, tecnologia e inovação. A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) irá realizar diversas manifestações no país. No Rio de Janeiro uma reunião ocorrerá às 18horas na Rua Xavier Sigaud, 150/6o andar, no edifício Cesar Lattes, com participação de Benedito Adeodato, da diretoria de Desenvolvimento Científico e Tecnológico da FINEP.
O que ameaça as universidades públicas, em especial as federais, também representa um rude golpe na ciência. Quase toda a produção científica de qualidade em nosso país provém das instituições públicas de ensino superior. Até mesmo as patentes, no Brasil, são geradas muito mais nas universidades federais e estaduais do que nos – poucos – centros de pesquisa mantidos por empresas. No momento a situação das universidades federais é preocupante. Elas têm recebido verbas inferiores às suas necessidades básicas e enfrentam campanha conduzida pelos setores mais conservadores da sociedade que indicam possíveis cortes adicionais.
O fato é que ciência e cientistas brasileiros hoje veem-se ameaçados permanentemente com cortes e bloqueios de orçamento, e agora com os rumores de possível desvio de função do FNDCT, num ato de submissão ao arcabouço fiscal, sem que ninguém jamais tenha provado que a estratégia de matar a ciência e educação tenha levado qualquer país a um melhor patamar de desenvolvimento.



