Introdução
Primeira edição recebeu 270 propostas de estudantes, docentes, técnicos administrativos e trabalhadores terceirizados em áreas como acessibilidade, segurança, sustentabilidade e alimentação
A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) premiou, na quarta-feira (30/9), 10 propostas criadas pela comunidade universitária para solucionar problemas do cotidiano da instituição. A cerimônia foi realizada na Inovateca, no Parque Tecnológico. O Concurso de Soluções Inovadoras – Prêmio Engaja UFRJ, uma iniciativa da Pró-Reitoria de Gestão e Governança (PR-6), recebeu 270 propostas, resultado que, segundo o pró-reitor Fernando Peregrino, superou as expectativas para a primeira edição.
Lançado em março, o concurso busca mobilizar o conhecimento produzido na Universidade para responder a demandas da própria UFRJ em áreas como segurança, acessibilidade, mobilidade, conectividade, gestão de resíduos, alimentação coletiva e uso eficiente de água e energia.
“A casa do saber, a casa da criação, a UFRJ, vai dar conta agora de problemas que dizem respeito a ela própria. Agora ela vai se debruçar sobre temas e problemas que dizem respeito ao nosso dia a dia”, afirmou Peregrino.
As iniciativas passaram pela avaliação de uma comissão formada por 16 integrantes. Vinte propostas chegaram à etapa final e 10 receberam prêmio de R$ 10 mil. Além da premiação, a Universidade pretende aproveitar o conjunto de ideias reunidas pelo concurso e identificar aquelas que podem ser desenvolvidas e implementadas.
A iniciativa terá continuidade em 2027. “Vou me comprometer que, em 2027, teremos a segunda edição dessa experiência maravilhosa, que foi chamar a comunidade para ajudar a resolver nossos próprios problemas”, anunciou o reitor, Roberto Medronho.
As soluções
Entre as propostas premiadas está Caminhos da Inclusão, de Áurea Romão Santos, estudante de Terapia Ocupacional. O projeto propõe a criação de piso tátil sustentável associado a intervenções artísticas voltadas à inclusão de pessoas com deficiência.
“Vou fazer o possível para honrar esse prêmio. A minha intenção é ajudar os alunos, os professores, o ambiente acadêmico, as pessoas autistas, como eu, e as pessoas com deficiência em geral”, afirmou Áurea Romão.
As propostas premiadas percorrem diferentes aspectos da vida universitária. Entre elas estão soluções para monitoramento e controle do uso de ar-condicionado, coleta seletiva e educação ambiental, segurança, gerenciamento de produtos químicos, tratamento de resíduos de laboratórios e redução de filas nos restaurantes universitários.
Para a chefe de Gabinete da Reitoria, Fabiana da Fonseca, o concurso também contribuiu para ampliar o conhecimento da comunidade sobre questões enfrentadas pela própria instituição. “Eu acho que o maior ganho foi fazer a Universidade conhecer seus problemas. Nem todos conhecem os problemas da Universidade”, avaliou.
Presidente de honra do concurso, Tatiana Sampaio destacou a oportunidade de direcionar para a própria UFRJ a capacidade de criação existente na instituição. “A gente está sempre preocupada com os problemas que vai resolver no nosso trabalho e, às vezes, se esquece de olhar para dentro da própria Universidade”, afirmou.
Das ideias à implementação
O encerramento do concurso não representa o fim do percurso das propostas, que poderão avançar para etapas de desenvolvimento, prototipagem e busca de financiamento. Os 20 projetos finalistas já começaram a ser analisados em parceria com pesquisadores ligados à Firjan, com o objetivo de identificar competências e oportunidades para transformar as ideias em soluções viáveis. A intenção é avaliar também projetos que não chegaram à etapa final, mas que possam avançar a partir de ajustes.



