Clube de Engenharia do Brasil encaminha cartas a Lula e à ANM sobre terras raras e soberania nacional

O Clube de Engenharia do Brasil (CEB) encaminhou nesta quarta-feira, 22 de abril, duas cartas a autoridades federais para manifestar preocupação com o destino das reservas brasileiras de terras raras e defender uma atuação mais firme do Estado na proteção de minerais considerados estratégicos para o país. Os documentos foram enviados ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e ao diretor-geral da Agência Nacional de Mineração (ANM), Mauro Henrique Moreira Sousa.

Nas duas correspondências assinadas pelo presidente Francis Bogossian, a entidade remete ao artigo “Terras raras: soberania em risco e o dever de reagir”, divulgado hoje, no qual sustenta que esses minerais têm relevância crescente para a economia global, a transição energética e a segurança nacional. O CEB argumenta que o tema exige tratamento estratégico por parte do poder público, diante do avanço da disputa internacional por recursos críticos e da necessidade de o Brasil preservar o controle sobre suas riquezas minerais.

Na carta enviada ao presidente Lula, ressalta que procura evidenciar os desafios e oportunidades que o Brasil enfrenta nesse cenário, especialmente em relação à exploração sustentável, à agregação de valor na cadeia produtiva e à formulação de políticas públicas capazes de garantir soberania sobre recursos naturais críticos. A entidade também destaca a urgência de uma atuação coordenada entre Estado, setor produtivo e comunidade científica, com o objetivo de evitar dependência externa e posicionar o país de forma mais competitiva.

Já na correspondência dirigida a Mauro Henrique Moreira Sousa, diretor-geral da ANM, o tom é de alerta. O CEB manifesta “enorme preocupação” com o destino das reservas de terras raras da mina Serra Verde, em Goiás, e com as possíveis consequências para a soberania nacional. No documento, a entidade pede providências à agência reguladora para impedir que o controle desse mineral estratégico seja entregue de forma contrária ao interesse nacional.

Ao levar o tema ao governo, o Clube de Engenharia do Brasil busca inserir a discussão sobre terras raras no centro do debate público e institucional. Defende que a exploração desses recursos seja tratada não apenas como questão econômica, mas também como tema de desenvolvimento, autonomia tecnológica e soberania do Estado brasileiro.

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