COR-Rio recebe visita de grupo do Clube de Engenharia do Brasil

Centro de Operações do município do Rio de Janeiro usa tecnologia para o monitoramento do território carioca

O Clube de Engenharia do Brasil promoveu na última sexta-feira (24) uma visita técnica ao Centro de Operações e Resiliência do Rio de Janeiro (COR-Rio), na Cidade Nova. Foi uma oportunidade para sócios e estudantes convidados conhecerem o sistema de monitoramento do município, onde funciona também o Civitas Rio, órgão que pertence à Prefeitura e serve de auxílio à Polícia e à Justiça, fornecendo dados a partir de câmeras instalada nas ruas.


Mais acostumados a verem imagens do COR-Rio pela TV, os participantes tiveram uma aula sobre o histórico dessa instalação pública, que hoje conta com acesso a cerca de 6,7 mil câmeras, que monitoram a cidade. Ele também está conectado a outros equipamentos, como radares meteorológicos, estações pluviométricas e sensores georreferenciados. É uma central inteligente que procura funcionar com o máximo de transparência para que a população se previna de incidentes e para que os agentes públicos também atuem de forma mais assertiva nas emergências, principalmente no caso de chuvas fortes ou calor extremo, mas também em outras situações como acidentes de trânsito, engarrafamentos de todos os tipos, incêndios, etc. Grandes eventos culturais também são organizados em grande parte com a ajuda desse centro.


Ao logo do tempo o COR-Rio também modificou seu sistema de alertas e hoje em dia adota um modelo que classifica o estágio numa escala de 1 a 5, que vai de um quadro de maior normalidade para de nível mais alarmante, em que há a recomendação até para que a população evite deslocamentos. A comunicação se dá em grande parte por meio da mídia tradicional, redes sociais, mas pode ser feita também por mensagens diretas ao celular ou por sirenes, no caso de áreas de risco de deslizamento.


Uma característica que chamou a atenção dos participantes foi a integração do COR-Rio com o conjunto de órgãos municipais que atendem a essas ocorrências e com concessionárias de serviços públicos, além de órgãos estaduais e federais. Grande parte deles mantém permanentemente representantes atuando dentro do prédio do COR-Rio, o que facilita o diálogo.


Os visitantes também tiveram acesso ao setor ocupado pelo Civitas Rio, que possui câmeras próprias, equipadas com inteligência artificial, que são capazes de identificar placas de veículos e atitudes suspeitas nas ruas. São dados que são informados aos órgãos de segurança e também auxiliam a Justiça durante processos criminais, ajudando na prevenção e na elucidação de casos. Todas essas características colocam o COR-Rio numa posição preponderante e de referência no país.


O engenheiro mecânico da Petrobras Marcelo Mejias elogiou a iniciativa do Clube e disse que pode ser aproveitado para sua atividade na área de petróleo. “Foi proveitoso conhecer a parte de gestão, que é muito completa, com diversas empresas e setores, agregando valor, inclusive com o desenvolvimento de tecnologias próprias”, disse.


O estudante de Engenharia Elétrica da UERJ Gabriel Vilela, também ficou satisfeito. “Foi muito importante ver como a tecnologia e a inteligência artificial são aplicadas no nosso dia a dia”, ressaltou.


O coordenador da Divisão Técnica de Energia do Clube (DEN), Francisco Costa, que atuou na organização da visita, agradeceu a parceria. “Foi uma grande experiência. Aprendemos sobre várias aplicações para a Engenharia, Estatística, Ciência de Dados, e fiquei muito feliz de ver que há o emprego de engenheiros em vários seguimentos aqui presentes”, destacou.

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