Brasil Amanhã: assista à série de vídeos

Atualizado em 26/05/2020

Em tempos de pandemia, com o país em quarentena, é da maior importância abrir canais de interlocução permanente com a sociedade brasileira e, em especial, com o Conselho Diretor e os associados do Clube de Engenharia. Essa é a proposta do Brasil Amanhã, que todas as terças-feiras e sextas-feiras, às 18h, estará no ar pelo YouTube e demais redes do Clube de Engenharia. Sem deixar de investir todos os nossos esforços na luta contra o coronavírus, queremos pensar o Brasil Amanhã, pós-pandemia.

Assista aos vídeos da série:

O engenheiro é o profissional do Projeto. O Brasil não tem Projeto de Nação e tem sido, nas últimas décadas, dirigido pelos escândalos. A pandemia da Covid-19 catalisou esse processo, adicionando uma camada a mais de insegurança diante da falta de planejamento e de responsabilidade da maior autoridade nacional, o Presidente da República. É o que afirma Raymundo de Oliveira na 20ª apresentação do Brasil Amanhã. Ex-presidente do Clube de Engenharia, Raymundo insiste que o engenheiro é o profissional do projeto, aquele que materializa o futuro. E o país hoje carece dessa característica: falta um Projeto de Nação que possa pensar e construir um Brasil soberano. No entanto, oportunidades existem: a riqueza e a expertise do país em diferentes setores da economia mostram que temos sim a chance de retomar o desenvolvimento socioeconômico em direção ao futuro.

Raymundo Theodoro Carvalho de Oliveira é engenheiro eletricista formado pela Universidade Federal Fluminense (UFF) em 1965, mestre e doutor pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). É professor aposentado do Instituto de Matemática da UFRJ. Homem público, com importante atuação na vida política do país, atuou na Petrobras e no Serpro nos anos 60 e 70 e foi presidente da Cedae, do Proderj, da Fundação Universitária José Bonifácio e do Clube de Engenharia nos anos 90 e 2000. Foi eleito deputado estadual pelo Rio de Janeiro no final dos anos 70.

Publicado em 26/05

 

Para o engenheiro químico José Eduardo Pessoa de Andrade, convidado para a 19ª apresentação da websérie "Brasil Amanhã", a indústria química é um setor da economia que possui pouca visibilidade junto à sociedade, apesar de fornecer insumos essenciais para o setor farmacêutico, de cosméticos, de limpeza e ao agrononegócio, entre outros. Essa invisibilidade, afirma, se deve à alta especificidade do setor e também porque, no senso comum e na mídia, a indústria comumente é lembrada quando acontecem acidentes e contaminações. Mas, de fato, é setor estratégico, que traz inúmeras contribuições para a saúde e a vida cotidiana. Nos últimos anos, essa indústria perdeu investimentos e faturamento em relação a outros países, e Andrade aborda oportunidades para uma retomada após a pandemia da Covid-19, visando principalmente o setor farmoquímico ligado à saúde.

José Eduardo Pessoa de Andrade é engenheiro químico (UFRJ), mestre em Engenharia de Produção (COPPE/UFRJ) e MBA em Administração (COPEAD/UFRJ). Tem experiência na área de planejamento e economia, tendo trabalhado no setor privado e, principalmente, no BNDES. Também lecionou na Escola de Química da UFRJ, atuando em temas relacionados à avaliação de projetos industriais, em particular da indústria química. Atualmente é professor colaborador da UFRJ, diretor técnico e conselheiro do Clube de Engenharia e membro do Conselho Deliberativo da Fundação de Assistência e Previdência Social do BNDES (FAPES).

Publicado em 22/05

A pandemia da Covid-19 foi um gatilho para uma crise econômica de caráter sistêmico que já vinha se desenhando no mundo há algum tempo, desde a crise de 2008, afirma Felipe Coutinho, presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobrás (AEPET). Convidado do 18º episódio da série Brasil Amanhã, o engenheiro químico lembra que as crises no capitalismo são cíclicas e atingem os diferentes setores da economia em fatores conjunturais e estruturais. No setor de petróleo e gás, a conjuntura é de uma redução da demanda, com o "cartel" da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e da Rússia sem chegar a um acordo sobre preços, levando a uma queda acentuada dos valores atuais e de contratos futuros. No âmbito estrutural, dominam a própria crise do capital "fictício" (financeiro), que se estende desde 2008 e que leva a uma contínua diminuição do valor da força de trabalho e aumento do desemprego em todo o mundo. Coutinho lembra que  a Petrobrás tem toda a capacidade, se bem administrada, para sobreviver a esta crise: não só por sua robustez financeira, mas também por ter descoberto as melhores reservas de petróleo deste século — o Pré-Sal.

Felipe Coutinho é engenheiro químico desde 1997, especialista em Engenharia de Processamento pela Petrobrás desde 2000, com experiência nas áreas de Pesquisa Aplicada, Desenvolvimento e Engenharia básica (PD&E) no Centro de Pesquisas (Cenpes) e, na área de Projetos, especialista nas energias potencialmente renováveis com ênfase nos biocombustíveis. Engenheiro de Processamento Sênior é atualmente presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobrás (AEPET).

Publicado em 19/05.

O economista e professor Carlos Aguiar de Medeiros trata no 17° Brasil Amanhã, entre outras questões, das singularidades da crise atual com relação à última grande crise econômica mundial, a de 2009. Um exemplo foi a ascensão dos populismos nos EUA, afetando políticas multilaterais. A projeção negativa do crescimento mundial também é inédita, só encontrando paralelo na Segunda Guerra Mundial. Há, além disso, o alarde da necessidade de reformas econômicas, com vistas à recuperação e proteção social, que não tiveram tanto espaço no pós-crise de 2009 — inclusive políticas protecionistas e centralizadoras, diferentes do que se havia feito até então. Há, portanto, uma janela de oportunidades para que os países se reorganizem geopoliticamente. Mas alerta: a imprevisibilidade temporal, ou seja, a falta de uma noção explícita sobre quando a crise acaba e se outra crise de saúde como essa pode surgir, também é elemento crucial de análise.

Carlos Aguiar de Medeiros possui graduação em Economia e mestrado em Engenharia de Produção pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e doutorado em Ciência Econômica pela Universidade Estadual de Campinas. Atualmente é professor titular da UFRJ, atuando principalmente nos seguintes temas: desenvolvimento, desemprego, tecnologia, Estado, mercado, padrões monetários, balança de pagamentos, industrialização e inserção internacional.

Publicado em 15/05.

No 16° episódio da websérie "Brasil Amanhã", o presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), professor Ildeu Moreira, fala sobre a Marcha Virtual pela Ciência realizada em 7 de maio último, com ações nacionais para sensibilizar gestores públicos e a sociedade sobre a importância de se investir na educação e na ciência. Mais de 1 milhão de pessoas foram impactadas nas redes sociais pelas atividades e debates online realizados com especialistas de todo o país. Na ocasião foi divulgado o manifesto "Pacto pela Vida e pelo Brasil", que propõe, neste momento de grave crise, pontos comuns para toda a sociedade: "a defesa da vida de todos os brasileiros, inclusive os mais pobres, e a necessidade de se pensar coletivamente a recuperação da economia, e a essencialidade da educação, da ciência e da tecnologia", destaca Ildeu.

Além de presidente da SBPC, Ildeu de Castro Moreira é professor do Instituto de Física da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Trabalha nas áreas de física teórica (sistemas não-lineares), história da ciência, em particular história da ciência no Brasil, e comunicação pública da ciência. Entre as muitas atividades, foi editor científico da revista Ciência Hoje (1988/96) e membro de comitês editoriais de diversas revistas científicas. Recebeu, entre outros, o Prêmio José Reis de Divulgação Científica e Tecnológica do CNPq.

Publicado em 12/05

Conselheiro Vitalício do Clube de Engenharia, Cesar Duarte Pereira durante 60 anos projetou e construiu, como engenheiro e empresário, estruturas e equipamentos para diversos setores da indústria nacional. Conviveu permanentemente com a luta entre aqueles que queriam fazer do Brasil um país soberano e independente e aqueles que queriam um Brasil Colônia, subordinado aos interesses de economias mais fortes. A partir de sua experiência, Cesar traz para o "Brasil Amanhã 15" o firme olhar para a empreitada que a sociedade brasileira tem pela frente: a reconstrução do país pós-pandemia. Certo de que é impossível no bojo da luta política que hoje existe reunir as condições mínimas necessárias para a retomada da economia, defende: “Nossa tarefa é a construção de um Estado Soberano, Livre e Democrático. Faz-se imperioso um grande acordo nacional”.

Cesar é formado em Engenharia Mecânica, na Escola Nacional de Engenharia. Desde o primeiro ano do curso, 1961, viveu a realidade do dia a dia de chão de fábrica. Até a década de 90 atuou na área de Informática. A partir de então migrou para a área de Petróleo e Gás, na construção de estruturas, componentes e peças para plataformas offshore. Participou ainda da construção dos quatro submarinos convencionais Scorpène, a partir de parceria firmada entre o Brasil e a França (Prosub).

Publicado em 08/05

 

O médico Reinaldo Guimarães traz no Brasil Amanhã 14 breve histórico da indústria de produtos dedicados ao campo da saúde humana, conhecido como o Complexo Industrial da Saúde. O relato, da maior importância, esclarece o comportamento, neste campo, do Brasil e dos países mundo afora, incluindo o nascimento das Leis de Patentes e de Genéricos e as razões que levaram o Brasil a criar o Sistema Único de Saúde (SUS), fruto da sinergia entre uma política industrial e uma política social. Em destaque, ainda, a política industrial brasileira de vacinas,que nasce a partir do programa Nacional de Imunizações e define o papel de duas indústrias públicas: o Instituto Butantã e o Instituto Bio-Manguinhos (Fundação Oswaldo Cruz), que se capacitaram com estratégias independentes de garantia de transferência de tecnologia. Hoje o SUS responde por 30% de todo o mercado de medicamentos no Brasil e cerca de 90% do mercado brasileiro de vacinas é fornecido pelos dois institutos.

Reinaldo Guimarães é professor e pesquisador do Núcleo de Bioética e Ética Aplicada da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e vice-presidente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco). Graduou-se em Medicina na UFRJ, é MSc. em Medicina Social e Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal da Bahia (Instituto de Saúde Coletiva).

Publicado em 05/05

 

Neste 1° de Maio, o engenheiro mecânico Paulo Metri trata, no 13° episódio da série “Brasil Amanhã”, do futuro do mundo do trabalho através do que chama de “quatro forças tratoras”: “O capitalismo”, no qual os sindicatos são peça chave para a articulação justa entre capital e trabalho e na proteção de direitos. “O estágio de evolução da sociedade”, com instrumentos de defesa dos direitos humanos e o respeito à democracia, entre outros fatores. “O desenvolvimento científico e tecnológico”, com a busca de soluções para os altos índices de trabalhadores demitidos. E “o impacto que o novo coronavírus irá produzir”. Pensando no Brasil amanhã, Metri conclui: “O Estado com o controle da sociedade é primordial para beneficiar essa própria sociedade”.

Paulo Cesar Smith Metri é mestre em Engenharia Industrial e cursou a Escola Superior de Guerra (ESG). É conselheiro do Clube de Engenharia e do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado do Rio de Janeiro (CREA-RJ). Trabalhou na Montreal Engenharia, Finep, Secretaria Estadual de C&T, Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), Ministério das Minas e Energia, Agência Nacional do Petróleo, Comissão Nacional de Energia Nuclear e Indústrias Nucleares do Brasil.

Publicado em 01/05.

 

No 12º episódio da série "Brasil Amanhã", a cientista social Maria Lucia Werneck Vianna fala da janela de oportunidades aberta ao se discutir o "amanhã" da pandemia. O "novo normal", ela explica, deve ser uma crítica ao normal anterior. Observar toda a movimentação realizada em torno da saúde e da seguridade social no mundo torna possível, e necessário, discutir a proteção social como um conjunto de direitos permanente, e não filantropia temporária. Ela lembra que a reforma da Previdência, aprovada em 2019, ignorou a previdência social como parte do amplo sistema de seguridade previsto na Constituição de 1988. Sistema que prevê a assistência social e a saúde como direitos de todos, dois pilares que se mostram vitais para a sobrevivência da população em meio à pandemia.

Maria Lucia Werneck Vianna é professora aposentada do Instituto de Economia da UFRJ. Possui graduação no IFCS pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, e mestrado e doutorado pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro. Tem experiência na área de Ciência Política, com ênfase em Estado e Governo, atuando principalmente nos seguintes temas: seguridade social, política social, previdência social, planos de saúde e democracia.

Publicado em 28/04.

 

Luiz Gonzaga Belluzzo trata no Brasil Amanhã 11 da chamada "PEC do orçamento de guerra”. “Orçamento de guerra como instrumento de estabilização de uma economia que entrou num processo de ruptura” afirma. E segue em sua apresentação esclarecendo a gravidade dos tempos que vivemos. “Em geral, as crises econômicas são momentos de flutuação de economias que podem ser mais ou menos pronunciadas, quando os circuitos monetários entre empresas, bancos e trabalhadores sofrem uma contração, mas não uma ruptura. Estamos falando de uma crise muito mais grave, porque os nexos que ligam empresas com empresas, trabalhadores com suas empresas estão rompidos”.

Luiz Gonzaga Belluzzo é formado em Direito e Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo (USP), pós-graduado em Desenvolvimento Econômico pela Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal) e doutor em economia pela Universidade de Campinas (Unicamp). Foi secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda e de Ciência e Tecnologia de São Paulo, fundador das Faculdades de Campinas (Facamp) e conselheiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). É autor, entre outros, dos livros “Os Antecedentes da Tormenta” e “Ensaios sobre o Capitalismo no Século XX”. Em 2001 foi incluído entre os 100 maiores economistas heterodoxos do século XX no Biographical Dictionary of Dissenting Economists e em 2005 recebeu o Prêmio Intelectual do Ano (Prêmio Juca Pato).

Publicado em 24/04.

 

Com a certeza de que não voltaremos, pós pandemia, ao ponto que estávamos, o economista José Roberto Afonso aponta os muitos desafios a vencer para repensar o país e outro modo de vida. Não hesita em citar em primeiro lugar o desafio da ciência, há algum tempo deixada de lado no Brasil, para descobrimos hoje que, mais do que nunca, precisamos dos cientistas. Outro grande desafio é o isolamento, lembrando que se agora ele é físico, o isolamento social e econômico nós já temos há muito tempo, com grande parcela da população excluída. E, nesta linha de raciocínio, o professor do Instituto de Direito Público (IDP) vai decodificando, no Brasil Amanhã 10, a história real do momento que vivemos, em busca de respostas possíveis para o amanhã.

José Roberto Afonso é Mestre em Economia da Indústria e da Tecnologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Doutor em Desenvolvimento Econômico pela Unicamp e pós-doutorando no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP), da Universidade de Lisboa. Foi, entre outras atividades, superintendente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES), assessor técnico especial do Senado Federal, da Câmara dos Deputados e da Assembleia Nacional Constituinte, e pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas – IBRE/FGV.

Publicado em 21/04.

 

“Esta crise é um processo no qual se desencadeia a interação perversa entre oferta e demanda, na forma de uma espiral descendente motivada pela alimentação recíproca entre redução de oferta e redução de demanda. Potencialmente, pode vir a ter uma terceira perna, e incluir também uma crise financeira generalizada, de insuficiência de pagamentos de dívidas em todo o sistema econômico”, afirma o economista Ricardo Bielschowsky. Brasil Amanhã 09 traz, entre muitas outras questões, o debate sobre a natureza da crise que hoje atinge a população mundial e, em especial, sua dimensão econômica.

Ricardo Bielschowsky é PhD, professor do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Especialista em desenvolvimento e pensamento econômico brasileiro e latino-americano é autor, coautor ou organizador de mais de 60 publicações, entre as quais 20 livros, com destaque para “O pensamento Econômico Brasileiro (1930-64) - o ciclo ideológico do desenvolvimentismo”, “Investimento e reformas no Brasil na década de 1990”, e “Cinquenta anos de pensamento da CEPAL”.

Publicado em 17/04.

 

As profundas alterações, pós pandemia, no que hoje entendemos como trabalho são abordadas no Brasil Amanhã 08 pelo sociólogo e professor universitário Clemente Ganz Lúcio. Com o olhar no futuro, Clemente trata, entre muitos outros temas, das imensas mudanças econômicas e prevê, após a crise que vivemos, que o uso das novas tecnologias, da inteligência artificial, estará consolidado no sistema produtivo de maneira inimaginável.

Clemente Ganz Lúcio atua na assessoria das centrais sindicais brasileiras e tem como questões permanentes em suas atividades as políticas públicas e o mundo do trabalho. Atuou durante 35 anos no Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), dos quais 16 anos como diretor técnico. Foi membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social e participa hoje do Conselho de Altos Estudos do Tribunal de Contas da União.

Publicado em 14/04.

 

Professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), médica sanitarista, Ligia Bahia possui graduação em Medicina pela UFRJ e mestrado e doutorado em Saúde Pública pela Fundação Oswaldo Cruz. Sistemas de proteção social e saúde; relações entre o público e privado no sistema de saúde brasileiro; mercado de planos e seguros de saúde; e financiamento público e privado são suas principais áreas de interesse.

A partir da crise sanitária mundial, somada à crise política que deixa transparecer a divisão e a tensão na qual o país está imerso, Ligia faz em Brasil Amanhã, episódio 07, além da análise de conjuntura, a retrospectiva de tempos que antecederam à pandemia. Cita o desmonte da indústria nacional e das instituições científicas como processos com reflexos evidentes no cenário atual, que nos transformaram em uma nação sem recursos para atender às exigências do dramático momento que vivemos.

Publicado em 10/04.

 

A destruição do sistema de inovação no Brasil; a falta de uma política clara de priorizar o enfrentamento da crise na saúde pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC); e o desperdício de recursos públicos por ausência de prioridades são, entre outros, os temas abordados pelo economista Luiz Martins de Melo no Brasil Amanhã 06. Com mestrado e doutorado em Economia da Indústria e da Tecnologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ),

Luiz Martins é atualmente professor associado 4 do Instituto de Economia da UFRJ, o IE/UFRJ. Foi diretor da Financiadora de Estudos e Projetos – Finep de 1986 a 1988. Tem especialização em Desenvolvimento Científico e Tecnológico na Science Policy Research Unit (SPRU), na Universidade de Sussex, Inglaterra, e em Design and Evaluation of Innovation Policy. United Nations University, UNU-INTECH, Holanda. Desde 1978 trabalha com os temas de política de Ciência, Tecnologia e Inovação - C,T&I.

Publicado em 07/04.

 

Conselheiro vitalício do Clube de Engenharia, o engenheiro eletricista Luiz Alfredo Salomão, convidado do Brasil Amanhã 05, é personagem de destaque no cenário político do Estado do Rio de Janeiro e na política nacional. Entre outras atuações, eleito deputado federal, na legenda do PDT, participou da Assembleia Nacional Constituinte de fevereiro de 1987 a outubro de 1988. Atua hoje como diretor da Escola de Políticas Públicas e Gestão Governamental/IUPERJ/UCAM. Abordando em brevíssima retrospectiva os modelos econômicos que a história do Brasil registra e os cenários de grandes momentos do desenvolvimento industrial, Salomão aponta ações e sugere caminhos priorizando as bandeiras históricas do Clube de Engenharia: Democracia, Soberania e Engenharia, como base de um novo modelo econômico. E defende que à frente desta construção estão os engenheiros, em parceria com cientistas/pesquisadores e políticos nacionalistas.

Publicado em 03/04.

 

Brasil Amanhã recebe o Engenheiro de Telecomunicações, com mais de 40 anos de experiência no setor, Márcio Patusco Lana Lobo, ex-presidente do Comitê Consultivo da Anatel, atuando hoje na Câmara de Universalização e Inclusão Digital do Comitê Gestor da Internet no Brasil, na Divisão Técnica Especializada de Ciência e Tecnologia do Clube de Engenharia e no seu Conselho Diretor. Em discussão, as crescentes lutas em defesa dos direitos de privacidade dos cidadãos e empresas no trato das informações pessoais. E, neste contexto, com a intensificação do uso de dados pessoais na Internet, a importância da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que entra em vigor no ano em curso. O próprio Fórum Econômico Mundial (WEF) reconhece que os dados pessoais “são a moeda do mundo digital”, e que, portanto, devem ser tratados de forma regulada.

Publicado em 31/03.

 

No momento em que todas as atenções se voltam para conter o avanço do Coronavírus, estudantes e professores de Engenharia, Medicina e Desenho Industrial da Universidade Federal Fluminense (UFF) são destaques com uma inovação tecnológica de baixo custo e extremamente necessária. Trata-se da "face shield", uma máscara de proteção para profissionais de saúde, transparente, que cobre todo o rosto e pode ser higienizada e reutilizada. O projeto, chamado FaceShield-UFF, tem como um de seus realizadores o conselheiro do Clube de Engenharia e engenheiro ambiental Lucas Getirana, que também é mestrando do Programa de Engenharia e Biossistemas (PEGB-UFF). O rápido desenvolvimento desta tecnologia, prestes a ser produzida em larga escala, é o assunto principal do terceiro episódio do programa Brasil Amanhã, do Clube de Engenharia.

Publicado em 28/03.

 

A professora Cláudia Morgado, primeira mulher a dirigir a Escola Politécnica da Universidade Federal do Rio de Janeiro, presidente do Fórum Nacional de Dirigentes de Instituições de Ensino de Engenharia e conselheira do Clube de Engenharia é a convidada do segundo episódio. Em discussão, o cenário de crises que vêm se sobrepondo à educação no Brasil e a possível luz no fim do túnel.

Publicado em 27/03.

 

No primeiro programa, Pedro Celestino, presidente do Clube de Engenharia, fala do impacto econômico que deverá ser enfrentado no dia seguinte ao fim da pandemia.

Publicado em 24/03.

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