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notícia 09/06/2018

Lançada a Pedra Fundamental do Reator Multipropósito Brasileiro

Futuras instalações do Reator Multipropósito Brasileiro (RMB) em Iperó, São Paulo. Imagem: Comissão Nacional de Energia Nuclear
Futuras instalações do Reator Multipropósito Brasileiro (RMB) em Iperó, São Paulo. Imagem: Comissão Nacional de Energia Nuclear

Aconteceu nesta sexta-feira, 8 de junho, o lançamento da Pedra Fundamental de mais um projeto integrante do Programa Nuclear da Marinha do Brasil: o Reator Multipropósito Brasileiro (RMB), promessa de avanços em medicina nuclear, de fundamental importância para a saúde da população. No complexo que será construído em Iperó, São Paulo, próximo do Centro Experimental de Aramar, será possível tornar o Brasil autossuficiente na produção de radioisótopos, insumo essencial na fabricação de radiofármacos usados no tratamento de doenças graves, em especial os diversos tipos de câncer. 

O RMB será construído em uma área de 2 milhões de metros quadrados e deverá ficar pronto até 2022. O terreno foi cedido pela Marinha do Brasil e pelo Governo do Estado de São Paulo, e o investimento, na ordem de 750 milhões de reais, vem do Ministério da Saúde. Além de usados contra o câncer, os radiofármacos produzidos a partir de radioisótopos são também empregados no tratamento de artrite reumatoide, hepatite C, distúrbio autoimune, Aids e outras doenças do coração, sangue e sistema nervoso. Atualmente o país gasta mais de 30 milhões de reais ao ano na importação desse tipo de insumo. A expectativa, portanto, é diminuir os custos de produção e o risco de desabastecimento, barateando os tratamentos de saúde. O potencial é de tornar o Brasil uma referência mundial em pesquisa na área de medicina nuclear.

A área será equipada com laboratórios, como os de processamento e manuseio de radioisótopos, de análise pós-irradiação, de radioquímica e análise por ativação, e de feixe de nêutrons. Instalações para pesquisadores permitirão a vinda de cientistas de todo o país. A construção dos sistemas nucleares do RMB está a cargo da Fundação Parque de Alta Tecnologia da Região de Iperó (Fundação PATRIA) e da empresa argentina Investigación Aplicada (INVAP), através de contrato celebrado durante a 51ª Reunião de Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul. A supervisão é da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN).

O Reator Multipropósito Brasileiro representa o alcance de novas metas do Programa Nuclear da Marinha, iniciado em 1979. Concebido para investir em pesquisa e desenvolvimento de tecnologias nacionais e independentes, o programa se consolida como estratégia não apenas de defesa e soberania nacional, mostrando, também, os potenciais de uso pacífico de energia nuclear nos mais diferentes setores da sociedade.

Veja aqui como reator nuclear ajudará pacientes com doenças graves

Com informações de Petronotícias e Governo Federal