Hoje, 3 de junho, completam 300 anos de nascimento do geólogo escocês James Hutton (1726-1797), considerado o “Pai da Geologia Moderna“. Hutton além de geólogo, era médico (sem ter nunca exercido a profissão), químico e, quando jovem, fazendeiro, sendo uma das figuras mais proeminentes do Iluminismo escocês que mudou a ciência no século XVIII, especialmente a Geologia.
Foi o precursor do conceito do Uniformitarismo (“O presente é a chave do passado”), o homem que primeiro formulou a noção de “Tempo Profundo” (“We see no vestige of a beginning, no prospect of an end”) e também propôs que a Terra é uma “máquina” que se recicla, descrevendo pioneiramente o Ciclo das Rochas.
Foi um dos próceres do “Plutonismo” que afirmava que o calor interno do planeta era o responsável pela formação das rochas e dos continentes.
Publicou em 1795 sua obra em dois volumes “Teoria da Terra com Provas e Ilustrações” com suas ideias revolucionárias, tendo sido fortemente atacado pelos religiosos e os “Netunistas“, que acreditavam que todas as rochas seriam formadas nos oceanos.
Sua obra foi resgatada pelo seu pupilo John Fairplay (1748-1819), que, em 1802 a sumarizou e a popularizou.
James Hutton fundou a Geologia Moderna ao eliminar as explicações religiosas e trazer o Método Científico para o estudo da Terra, sendo de grande influência para dois dos maiores cientistas do século XIX: Charles Lyell e Charles Darwin.
Viva James Hutton!
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Autor: Renato R. Cabral Ramos, Conselheiro do Clube de Engenharia do Brasil, Chefe da Divisão Técnica de Geologia e Mineração (DGM) e Professor da UFRJ.



