O presidente do Clube de Engenharia, Francis Bogossian, foi homenageado no mês de setembro com o recebimento do Livro e Moeda comemorativa dos 100 anos de criação da Diretoria de Engenharia Naval da Marinha do Brasil.

Sua criação pelo Decreto Presidencial nº 16.601, ocorreu em 17 de setembro de 1924 durante reorganização administrativa introduzida no ano anterior pelo governo do presidente Arthur Bernardes no então Ministério da Marinha.
No Artigo 1º do Decreto Presidencial nº 16.237, de 5 de dezembro de 1923, a “Directoria de Engenharia Naval” estava entre as treze repartições militares subordinadas diretamente ao Ministro da Marinha como órgãos de administração e consulta. A origem da diretoria, no entanto, é anterior. A nova Diretoria incorporou as atribuições da “Inspectoria de Engenharia Naval”, que havia sido criada em 11 de junho de 1907, pelo Decreto Presidencial nº 6.506, que reorganizou a então “Inspectoria Geral de Engenharia Naval”, alterando sua denominação.
Essa última, por sua vez, criada em 29 de outubro de 1902, por meio do Decreto Presidencial nº 4.633, apesar de constituir uma “repartição dependente” do “Quartel-General da Marinha”, que era o “órgão das deliberações do Ministro, no tocante a direção, não só da força naval, mas ainda de todo o pessoal que constituía essa força”, passou a ter autonomia nos assuntos profissionais e técnicos associados à Engenharia Naval.

De acordo com seu Regulamento atual, a DEN desenvolve atividades normativas, técnicas e de supervisão de Engenharia Naval, relacionadas a estrutura naval, sistemas de propulsão, sistemas de governo, sistemas de geração de energia, controle de avarias, salvatagem, equipamentos e equipagens de convés, tintas, combustíveis e lubrificantes dos meios navais da MB.
A DEN é ainda responsável pela condução dos processos de obtenção de novos meios flutuantes para a Marinha, que inclui o assessoramento técnico nessas áreas por ocasião da aquisição de meios navais por oportunidade.
Além dessas atividades, a DEN atua na obtenção de sistemas e equipamentos relacionados à sua área de atribuição, nos processos de modernização e revitalização dos meios navais da Marinha. Isso significa desenvolver atividades que compreendem a preparação de pareceres e especificações técnicas necessárias à obtenção de sistemas e equipamentos e à garantia da qualidade a eles associada, tanto no recebimento quanto na instalação a bordo, culminando no assessoramento às tripulações dos meios modernizados ou revitalizados, por ocasião dos respectivos comissionamentos.



