Bodas Cariocas: Os 130 anos dos bondinhos de Santa Teresa e os 50 anos da Catedral Metropolitana de São Sebastião do Rio de Janeiro

Bodas Cariocas: Os 130 anos dos bondinhos de Santa Teresa e os 50 anos da Catedral Metropolitana de São Sebastião do Rio de Janeiro

Bodas Cariocas: Os 130 anos dos bondinhos de Santa Teresa e os 50 anos da Catedral Metropolitana de São Sebastião do Rio de Janeiro
Dutra 75 Anos

 

Os 130 anos dos bondinhos de Santa Teresa

O bairro de Santa Teresa, no Rio de Janeiro, teve origem no século XVIII ao redor do Convento de Santa Teresa, construído no alto de um morro, que antes se chamava Morro do Desterro. Antes da construção do convento, o local era uma ermida dedicada à Nossa Senhora do Desterro, erguida por volta de 1620. A região era rica em nascentes, como o Rio Carioca, e por ser de difícil acesso e vegetação densa, servia de refúgio para escravizados fugidos, que ali formavam quilombos. 

Em 1750, o governador Gomes Freire de Andrade autorizou a construção do convento das Carmelitas, mudando o nome do morro para Santa Teresa. A urbanização intensa começou por volta de 1850, pois, o ar mais fresco e a distância do centro urbano atraíam a elite carioca que buscava fugir das epidemias de febre amarela e ali, ergueu mansões e casarões inspirados na arquitetura francesa, muitos dos quais resistem até hoje.

A região começou a ser ocupada no século XVIII e seu desenvolvimento foi impulsionado com os veículos de tração animal, em 1872, pela Companhia Ferrocarril de Santa Teresa e, com seu acesso facilitado, as grandes chácaras dos locais, passaram a dar lugar a terrenos de menores dimensões, que deram lugar a moradias residenciais, lojas e restaurantes.

Na virada do século XIX para o XX, o clima bucólico atraiu compositores, cantores e pintores, ganhando o apelido de “Montmartre Carioca”. Nomes como Pixinguinha e Carmen Miranda passaram pela sua história. Santa Teresa preservou o traçado urbano irregular de ladeiras sinuosas, becos e largos tradicionais, como o Largo dos Guimarães e o Largo do Curvelo.

Bodas Cariocas: Os 130 anos dos bondinhos de Santa Teresa e os 50 anos da Catedral Metropolitana de São Sebastião do Rio de Janeiro catedral2 catedral2

Em 1* de setembro de 1896, porém, a tração animal deu lugar à tração por eletricidade, com o início da circulação dos denominados “Bondinhos de Santa Teresa”, tal e qual hoje, que se transformaram em símbolo do bairro e cartão postal da Cidade do Rio de Janeiro, sendo que suas histórias se confundem com a do bairro. 

No início do funcionamento dos bondinhos elétricos, havia mais interação entre os moradores, durante as viagens, criando amizades, inclusive com os motorneiros, intimidade que ficou no passado.

As pessoas sabiam a hora exata das passagens, pois eram infalíveis, mas, com o tempo, os bondes passaram a necessitar cada vez mais de manutenção, com peças retiradas de uns e outros, até que ocorreu um acidente, em 27 de agosto de 2011, devido a falha nos freios, com um deles batendo em um poste, provocando seis mortes e 56 feridos, virando o bairro de cabeça para baixo.

O serviço parou por alguns anos e o Estado realizou licitação para a reforma de 14 bondinhos históricos, que continuaram a ser disputados por turistas e moradores. Os moradores, por meio de sua Associação, denunciaram um conflito entre o transporte público e o de turistas, já que é o que mais se adequa à geografia do bairro, havendo necessidade de uma frota maior, mais motorneiros, ampliação de horários e lugares preferenciais para residentes, o que na prática, logo desapareceu.

Atualmente, há oito bondinhos em circulação, contra 35 no passado. Sua passagem é cara para moradores: R$ 20,00, mas os turistas não reclamam, e gera uma receita mensal de cerca de R$ 400.000,00.

O bairro continua sendo o único no Rio de Janeiro a manter os bondinhos em circulação pelas ruas com trilhos, apresentando um patrimônio histórico e um meio de transporte do passado carioca ainda vivo.

Os bondinhos vêm resistindo ao tempo, para o orgulho dos cariocas, nos seus 130 anos e, em 17/09/2026, o Jornal O GLOBO, em sua coluna HÁ 50 ANOS, noticiou “Um bonde zero-quilômetro para Santa Teresa” 

Bodas Cariocas: Os 130 anos dos bondinhos de Santa Teresa e os 50 anos da Catedral Metropolitana de São Sebastião do Rio de Janeiro 163915134361b376efbd94f 1639151343 3x2 xl 163915134361b376efbd94f 1639151343 3x2 xl
Pintura de Cícero Dias de 1923

Os 50 anos da Catedral Metropolitana de São Sebastião do Rio de Janeiro

A Catedral de São Sebastião do Rio de Janeiro, também conhecida como Catedral Metropolitana do Rio de Janeiro, está  localizada no Centro da cidade do Rio de Janeiro, próxima aos Arcos da Lapa e teve suas obras concluídas em 1976, sendoo a sua missa inaugural realizada em 1979. Está nova igreja substituiu a antiga catedral da cidade, a Igreja de Nossa Senhora do Carmo, localizada na Rua Primeiro de Março, defronte a Praça XV de Novembro.

Data de 1676 a criação da Diocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, que, por séculos, usou igrejas emprestadas, tanto no período em que foi Diocese, como depois, já na condição de Arquidiocese do Rio de Janeiro. Nos primeiros 58 anos, funcionou no Morro do Castelo até que, em 1734, mudou-se para a Igreja de Nossa Senhora dos Militares e, três anos depois, para a Nossa Senhora do Rosário.

Com a chegada da Família Real ao Rio de Janeiro, em 1808, D. João desalojou as Carmelitas de seu convento, transformando-o na Capela Real, que serviu como Arquidiocese, por muitos anos. 

Enfim, o Governo do Estado da Guanabara conseguiu um terreno para construir sua Catedral, com suas obras executadas entre 1964 e 1976.

Bodas Cariocas: Os 130 anos dos bondinhos de Santa Teresa e os 50 anos da Catedral Metropolitana de São Sebastião do Rio de Janeiro catedral3 catedral3

A atual Catedral, feita em estilo moderno, apresenta formato cônico, com 106 metros de diâmetro, 75 metros de altura externa, 64 metros de altura interna] e capacidade para 20 000 pessoas em pé. Um diferencial da edificação, de linhas retas e sóbrias, deve-se aos vitrais coloridos rasgados nas paredes até a cúpula. Seu projeto e execução foram coordenados pelo monsenhor Ivo Antônio Calliari (1918–2005).

Os quatro vitrais do templo, com 64,50 metros de altura, 17,80 metros de largura e 9,60 metros de profundidade cada, simbolizam as quatro características da igreja: Una, Santa, Católica e Apostólica representadas respectivamente pelas cores verde, vermelha, amarela e azul. 

No subsolo, funciona o Museu de Arte Sacra, com acervo de cinco mil peças, entre elas a fonte utilizada para batizar os príncipes da Família Real, a estátua de Nossa Senhora do Rosário, o trono de Dom Pedro II e a Rosa de Ouro concedida à Princesa Isabel pelo Papa Leão XIII, em celebração à assinatura da Lei Áurea. 

O interior, revestido em mármore branco, apresenta painéis das Missões desenhados pelo Irmão Paulo Lachenmayer. Entre a sacristia e o vitral dos fundos, está a capela do Santíssimo Sacramento, com sacrário e lampadários construídos por Nicolla Zanotto. Esculturas e relevos do artista Humberto Cozzo integram diversos pontos do templo, incluindo a cruz latina suspensa sobre o altar-mor e os relevos do pórtico principal, feito em cobre martelado e composto por 48 alto-relevos, em bronze. O campanário externo, construído cinco anos após a conclusão da Catedral, é erguido em concreto aparente sobre quatro colunas inclinadas que se encontram no topo, formando a base de uma cruz

Os jardins do entorno foram projetados pelo paisagista Roberto Burle Marx e contam com áreas verdes externas, abrigando intervenções importantes, como a estátua em bronze de Jesus Sem Teto e o Jardim de Plantas Bíblicas, inaugurado para integrar fé, ecologia e cultura bíblica com espécies mencionadas nas Escrituras Sagradas.

Bodas Cariocas: Os 130 anos dos bondinhos de Santa Teresa e os 50 anos da Catedral Metropolitana de São Sebastião do Rio de Janeiro catedral4 catedral4

O projeto é do arquiteto Edgar de Oliveira da Fonseca, segundo alguns, inspirado nas naves do Projeto Apollo, como símbolo do futuro mas, segundo outros, inspirado nas pirâmides maias, com o diferencial de ter forma circular e cônica para significar “A equidistância e proximidade das pessoas em relação a Deus”.

 A Catedral Metropolitana de São Sebastião do Rio de Janeiro passou a dispor de um novo sistema de iluminação cênica. A intervenção contou com a instalação de 178 projetores com tecnologia RGBW, capazes de realçar as características arquitetônicas do monumento durante o período noturno. O sistema permanece acionado diariamente e fica instalado de forma permanente. 

Além da iluminação da estrutura principal, o projeto contemplou também o reforço da iluminação pública no entorno, ampliando a visibilidade da região central durante a noite. A entrega do novo sistema fez parte das celebrações dos 50 anos da igreja, comemorados agora, em 2026.

Segundo a Rio Luz, a iniciativa integra um conjunto mais amplo de ações da Prefeitura do Rio voltadas à valorização de monumentos históricos e religiosos por meio da iluminação. 

Nos últimos meses, intervenções semelhantes foram realizadas na Igreja Nossa Senhora da Penha, na Igreja Nossa Senhora da Apresentação, na Igreja de Nossa Senhora da Glória do Outeiro, na Igreja da Candelária, no Convento de Santo Antônio e na Capela de São Gonçalo do Amarante. 

Somadas, essas ações já implantaram cerca de 600 novos pontos de iluminação em igrejas e patrimônios religiosos do município.           

Recomendado

Próximo Eventos

Área do Associado

Faça seu login
Enviar Correspondência
Inscrição

Inscreva-se na nossa newsletter para receber atualizações exclusivas sobre o portal do Clube de Engenharia! Fique por dentro das últimas novidades, eventos e informações relevantes do setor.

Fale Conosco