O Brasil registrou cerca de 2.075 agtechs em 2025, com crescimento aproximado de 5% em relação ao ano anterior, consolidando um ecossistema de inovação no setor agropecuário que apresenta maior maturidade e modelos de negócio mais estruturados. Os dados integram estudos conduzidos pela Embrapa, que analisam a evolução recente das startups voltadas ao agronegócio no país.
O levantamento indica que o ecossistema Agtech brasileiro é composto por uma rede articulada de startups, produtores rurais, universidades, centros de pesquisa, investidores e grandes empresas, com forte presença de práticas de inovação aberta, cocriação e transferência de tecnologia. Nesse contexto, a pesquisa agropecuária desempenha papel central ao viabilizar a conversão de conhecimento científico em soluções aplicadas ao campo.
A distribuição geográfica das agtechs permanece concentrada nas regiões Sul e Sudeste, que reúnem cerca de 90% das empresas mapeadas, com destaque para o estado de São Paulo. Ao mesmo tempo, observa-se expansão gradual para outras regiões, indicando potencial de interiorização e diversificação do ecossistema.
Outro aspecto relevante é o crescimento dos ambientes de inovação e suporte às startups. Incubadoras e aceleradoras ampliaram sua presença nos últimos anos, contribuindo para o desenvolvimento de novos empreendimentos e para a consolidação de iniciativas já existentes.
As soluções desenvolvidas pelas agtechs abrangem diferentes etapas da cadeia produtiva, desde atividades anteriores à produção agropecuária, como oferta de insumos e crédito, passando pela operação dentro da fazenda, com uso de tecnologias de monitoramento e automação, até atividades posteriores, como logística, comercialização e rastreabilidade.
De acordo com a Embrapa, o avanço desse ecossistema está associado à relevância econômica do agronegócio no Brasil e à crescente incorporação de tecnologias digitais, com destaque para ferramentas baseadas em dados e inteligência artificial. Entre os desafios identificados estão a necessidade de maior integração entre os atores, a redução das assimetrias regionais e o aprimoramento da base de dados sobre o setor.
Fontes: Embrapa e Radar Agtech



