Estudantes de Niterói e da Baixada fazem visita técnica à Central Nuclear

No total, 34 estudantes de diversas engenharias visitaram a Central Nuclear. Foto: Eletronuclear.

Acompanhados pelo professor Bruno França, da Universidade Federal Fluminense (UFF), e pelo Diretor de Atividades Técnicas do Clube de Engenharia, José Eduardo Pessoa, em 15 de maio foi a vez de estudantes da Região Metropolitana do Rio de Janeiro fazerem, através do Clube de Engenharia e da Secretaria de Apoio ao Estudante de Engenharia (SAE), uma visita técnica à Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto (CNAAA), em Angra dos Reis. No total foram 34 estudantes de diversas engenharias, sendo 15 da Faculdade Redentor, de Queimados, e 19 da UFF, de Niterói.

Os visitantes são graduandos dos cursos de Engenharia Química, Elétrica, Civil, Mecânica e de Produção, além de Geografia. Em um primeiro momento, o grupo foi recebido no Centro de Informações pelo funcionário Edvaldo Rocha, que fez um breve histórico da energia nuclear no Brasil e no mundo, e esclareceu sobre as características específicas das usinas de Angra. Rocha respondeu às muitas perguntas dos estudantes, cada um observando detalhes relevantes para sua área. Alimentados de informações “frescas”, os visitantes seguiram para Angra I, onde cumpriram as instruções de segurança de praxe, como usar equipamentos de proteção individual e deixar o celular do lado de fora. Visitaram a sala de controle e as turbinas geradoras de energia, bem próximos, com toda a segurança necessária à área operacional da usina nuclear. Com Angra II em manutenção, foram informados sobre a tecnologia utilizada, mais moderna que a de Angra I. De longe, conferiram o atual estágio das obras paralisadas de Angra III.

Experiência agregadora e motivante

O diretor José Eduardo Pessoa entrou na Central Nuclear neste dia pela segunda vez. A primeira foi 15 anos atrás, o que lhe deu o prazer de ver as mudanças. Ele elogiou a visita, principalmente em seu caráter informativo, por esclarecer sobre a energia nuclear em um contexto em que muitas pessoas ainda têm preconceito por causa da radioatividade.

Observando os alunos, constatou de imediato o quanto a visita técnica é importante para a aprendizagem dos futuros engenheiros: “Eles gostam muito e sempre reforçam que é muito importante não ficar só na teoria, mas também ir lá conhecer o trabalho e o resultado. É uma área de contribuição para a sociedade, isso motiva o estudante, que não fica só na parte teórica e acadêmica”. José Eduardo também observou o interesse dos alunos em trabalhar no local, não somente por haver espaço para todas as engenharias, mas também pela gestão vivida ali, com muita organização e total cumprimento das normas de segurança.

Um exemplo é o caso de Michael Silva, estudante do terceiro período de Engenharia de Produção, da Faculdade Redentor, atento a toda a organização que envolve manter uma usina nuclear: “Eu observei a gestão de pessoas, pois a usina funciona 24 horas por dia, ou seja, a manutenção do posto de trabalho é constante”, comentou. Futuro engenheiro de produção, ele também destacou o planejamento e programação de atividades para eliminação de defeitos e de riscos de segurança, ambientais e nos equipamentos, além de toda a logística envolvida no trato com material radioativo. Mesmo assim, para o estudante o mais interessante foi poder ver a sala de controle, onde apenas cinco pessoas “controlam uma usina nuclear”, com milhares de botões no painel central. “Isso mostra o quão importante e necessário é ter conhecimento de tudo em sua volta”, disse. Tanto Michael quanto seus colegas da Faculdade Redentor finalizaram a primeira visita que fizeram pelo Clube de Engenharia e SAE, ávidos por mais atividades acessíveis para os estudantes da Baixada Fluminense.

Quem também manifestou grande satisfação com a visita foi o professor Bruno Wanderley França, do curso de Engenharia Elétrica da UFF. Ele é professor orientador do Ramo Estudantil IEEE da UFF, grupo responsável pela convocação dos estudantes para a visita. Apesar de ser professor da área, França, assim como seus alunos, nunca tinha ido à Central Nuclear, o que também serviu de motivação para acompanhar os estudantes. Segundo ele, o contato direto com as turbinas e o gerador da usina faz toda a diferença na aprendizagem. Para França, além de uma experiência nova que ele pode compartilhar em sala de aula com seus alunos, a visita tem um papel importante como atividade extraclasse: “As visitas técnicas complementam muito o ensino. Tiram o aluno da sala de aula e levam para ver a realidade da Engenharia”.

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